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Drácula: Da Vida Real Para Livros e Cinema – Semana de Halloween

Quem nunca viu algo sobre o Conde Drácula? O Halloween está povoado de vampiros e Drácula é, sem dúvidas, o mais famoso entre eles.

O que é menos conhecido, é que a história do famoso vampiro foi baseada em um homem da vida real – Vlad Țepeș. A lenda tomou proporções tão grandes que se tornou o famoso livro de Bram Stoker – dando, assim, vazão à criação de diversos outros livros, filmes, animes, peças de teatro, quadrinhos e muitos outros meios de mídia.

Sendo um dos ícones do terror, resolvi trazer um post um pouquinho diferente para vocês hoje! Eu, Artemis, sou uma fangirl incurável de tudo que se trata sobre Drácula e sua história – seja real ou não.

Sim, titio Vlad tem um espaço especial no meu seleto coração de gelo.

Portanto, hoje vou lhes apresentar um pouco mais sobre o homem real que inspirou a criação do Conde, além de falar rapidamente de alguns trabalhos em que Drácula aparece: como o clássico livro de Bram Stoker, o não tão clássico mas excelente livro de Elizabeth Kostova, a adaptação para cinema do livro Drácula por Francis Ford Coppola e, por último, os vampiros sanguinários do mangá e anime Hellsing.

Então se prepare, porque hoje a viagem comigo te levará para as distantes terras da Romênia – não se esqueça do seu estoque de alho, seu crucifixo, uma estaca de madeira e muita coragem.

Vlad Țepeș – O Conde Drácula da Vida Real

Retrato de Vlad III, voivoda da Valáquia (fonte da imagem: wikipédia)

Vlad III, também conhecido como Vlad Drăculea e Vlad Țepeș (Vlad, o Empalador), nasceu em Sighișoara, em 7 de Dezembro de 1431. Filho de Vlad II, então voivoda (príncipe) da Valáquia, logo se mudou para Târgoviște – a capital do principado.

Tanto seu pai, Vlad II, quanto Vlad III utilizavam o nome “Dracul”, maneira de identificá-los como parte da Ordem do Dragão – que tinha como objetivo defender a Europa cristã dos avanços do Império Otomano. Essa Ordem, foi criada em 1408 pelo então rei da Hungria, Sigismundo, e a rainha Bárbara de Cilli – havendo, também, um cunho religioso por trás.

O nome Vlad Drăculea, inclusive, pode ser traduzido como “filho do dragão”. Algumas traduções, porém, podem ser feitas como “filho do diabo” – tendo em vista que a palavra em latim “dracul” muitas vezes é utilizada para se referir ao diabo. Inclusive, na medalha de São Bento – muito utilizada por padres exorcistas – está escrito para que o santo o livre do dragão.

Símbolo da Ordem do Dragão (fonte da imagem: wikipédia)

Com 11 anos, porém, Vlad III e seu irmão mais novo, Radu, foram entregues pelo pai a Murad II – então sultão do Império Otomano – como uma garantia de que não haveria indisposições com os otomanos. Vivendo na Constantinopla – atualmente Istambul – Vlad aprendeu o idioma e os costumes.

Dizem, também, que foi nessa época que aprendeu a guerrear e assumiu os hábitos extremamente cruéis em batalha – principalmente técnica de empalamento.

Com a morte de Vlad II pelas mãos dos nobres, Vlad III, aos 17 anos, iniciou suas incursões para retomar o trono da Valáquia, enquanto seu irmão Radu preferiu permanecer na Turquia com os otomanos. Aos 25 anos, Vlad III retomou a Valáquia, matando o Vladislav II – que até então governava a província.

Mapa das áreas – a parte verde é a Valáquia (fonte da imagem: wikipédia)

Vlad ficou conhecido pela sua resistência contra o Império Otomano – tornando-se até um exemplo na região. Porém, com seu irmão Radu comandando um ataque, foi retirado do governo da Valáquia, fugindo para o Império Húngaro – que até ajudava a Valáquia com recursos.

Vivendo como prisioneiro no Império Húngaro, Vlad III até se casou, teve filhos e participou da vida real. Após alguns anos, porém, resolveu reconquistar suas terras – sendo que Radu, seu irmão, já havia morrido. Chegando à Valáquia, o então governante Bassarabe preferiu fugir do que enfrentá-lo.

Castelo Poenari, o local de principal defesa de Vlad III durante a resistência aos otomanos. Dizem que foi de lá que sua primeira esposa se suicidou ao se jogar de uma torre (fonte da imagem: super abril)

Vlad III morreu com 45 anos em circunstâncias ainda misteriosas. Dizem que os otomanos o mataram tentando recolocar Bassarabe no poder, outros dizem que morreu da mesma maneira que seu pai. Uma parte comenta que seus restos mortais estão na ilha de Snagov, enquanto outra parte diz que foi decapitado e sua cabeça levada para Constantinopla.

Mas ninguém sabe ao certo o que houve e seus restos mortais, aparentemente, até hoje não foram encontrados.

Drácula de Bram Stoker

Visto por muitos como um herói de guerra, a imagem de Vlad III certamente estava associada aos atos cruéis cometidos em batalhas. Com tais atos e as circunstâncias misteriosas acerca da sua morte, Bram Stoker usou o príncipe da Valáquia como inspiração para seu mais famoso livro de terror: Drácula.

Um dos meus sonhos de princesa: a primeira edição do livro de Bram Stoker (fonte da imagem: wikipédia)

Lembro até hoje de começar a ler o livro. “Não deve ser tão assustador assim” pensei – se você não se deixar afetar pela história.

Estava eu em uma madrugada silenciosa em Serra Negra – a cidade estava inteira dormindo e era possível ouvir somente os grilos cantando vagamente pela noite. O céu estava negro, com poucas estrelas despontando na escuridão. E eu estava lendo minha cópia de Drácula.

Por volta das três horas da manhã, decidi ficar um pouco na varanda antes de ir dormir – gosto de ver a cidade em silêncio e sentir o ar gélido da madrugada. Dois grandes cachorros – que mais pareciam lobos, o que não é muito comum por aqui – surgiram andando na rua deserta: até que um deles parou e olhou diretamente para mim.

Não digo que acredito na história ou deixo de acreditar nela. Mas dei boa noite pro cachorrinho e me enfiei dentro de casa murmurando “você não tem minha autorização para entrar”. Fui dormir, plena, debaixo das minhas cobertas protetoras.

O livro é uma imersão em seus personagens por meio de diversas cartas – o próprio Conde é mais uma figura etérea, que aparece poucas vezes. O terror está em não saber como, quando e em que forma Drácula irá se manifestar para fazer suas vítimas.

Notas de Bram Stoker sobre os personagens (fonte da imagem: wikipédia)

Jonathan Harker é um advogado de Londres que viaja até à distante Transilvânia para realizar os trâmites jurídicos da compra de uma propriedade inglesa pelo Conde. Apaixonado por Mina Murray, sua noiva, manda para ela diversas cartas – e é pelos seus relatos, tanto nas cartas quanto em seu diário, que iniciamos a história.

O diário de Mina substituí as cartas de Jonathan em um certo ponto – quando ele para de escrever a ela. Drácula vai até a Inglaterra – chegando em um navio não tripulado, basicamente fantasma – e não é visto por ninguém. Apesar disso, Lucy Westenra, melhor amiga de Mina, começa a apresentar um estado de saúde cada vez mais debilitado.

Suspeitando que o estado de saúde de Lucy é uma doença do sangue, Van Helsing é chamado para cuidar da moça. E, descobrindo que Drácula está por trás dos terrores da jovem, Van Helsing, Jonathan Harker, Dr. John Seward, Quincey Morris e Arthur Holmwood se unem para acabar com a vida do vampiro.

É daí que surgiram os mitos clássicos sobre o Conde Drácula: sugar o sangue de inocentes para viver, as três esposas que se alimentam do sangue de bebês e crianças, a possibilidade de escalar paredes, transformar-se em morcegos, ratos e lobos, a sensibilidade a alho e luz solar, a crença de que deveria dormir em solo da sua terra natal, a estaca de madeira no coração em seu leito, são alguns dos mais importantes a se mencionar.

Christopher Lee como Drácula: um dos atores mais famosos a interpretar o Conde no cinema (fonte da imagem: Daily News Hungary)

Ainda lembro dois pontos chave que me deixaram desconfortável: quando Jonathan sai de seus aposentos para desbravar o castelo do Conde de madrugada e encontra as três esposas; e a desesperadora cena dos últimos momentos de vida de uma das personagens principais do livro.

Lido da maneira certa – e deixando-se envolver pela históriaDrácula é um livro ainda capaz de dar calafrios na espinha com algumas de suas passagens. É uma leitura pesada: a linguagem é antiga e por vezes complicada, algumas cartas redundantes e o passar do tempo parece extremamente lento. Mas, na minha opinião, é o que faz com que pareça que são cartas e relatos reais de cada personagem que Bram Stoker nos trouxe nesse clássico da literatura do terror.

O Historiador de Elizabeth Kostova

Capa do livro de Elizabeth Kostova (fonte da imagem: amazon)

Esse livro é um diamante escondido no meio de um mar de livros: como disse minha mãe “esse livro me achou (na livraria)”.

Ela originalmente comprou ao acaso e logo não conseguia parar de ler. Ao terminar, e vendo minha paixão pela história do Drácula e Vlad III que deu origem aos contos dos vampiros, indicou para que eu lesse.

E minha nossa. Que livro. Está na minha lista de favoritos.

Elizabeth Kostova baseou a escrita do presente livro nas histórias que o pai contava sobre vampiros enquanto viajavam pela Europa. Para terminar de escrever O Historiador, a autora levou 10 anos e nos presenteou com diversas pesquisas e documentos históricos que enriquecem o conhecimento sobre essa história.

A história é separada em dois relatos: de uma garota, que encontra um livro misterioso com a figura de um dragão na biblioteca de casa, e do pai da garota, que relata sua própria pesquisa sobre o livro misterioso.

A mãe da garota morreu quando ela ainda era bebê. O pai, conhece um professor durante sua pós graduação que lhe deixa o livro com diversas cartas. Aos poucos, a história se desenrola e ambos começam a perceber que Drácula podia ainda estar vivo.

Essa é a mágica de O Historiador. Kostova mistura fato com ficção e nos traz inúmeros documentos relatando sobre a vida e o paradeiro de Vlad III. Toda a história que lhes contei ali em cima sobre ele? Ela conta no livro, com muitos outros detalhes e relatos históricos que não é possível saber se são reais ou não.

Elizabeth Kostova, a autora do livro (fonte da imagem: elizabethkostova.com)

A crueldade de Vlad III dizendo aos otomanos que, se não tirassem seus turbantes em seu castelo, teriam os mesmos presos em suas cabeças com pregos. O que Vlad teve que suportar dos otomanos quando foi dado por seu pai como prisioneiro. Como aprendeu suas táticas de guerra. Por onde passou, como morreu, onde estaria enterrado… O túmulo em Snagov que não era o seu.

Além disso, o livro nos traz outros relatos: de como a população da Constantinopla começou a ficar preocupada, após a alegada morte de Vlad III, com uma doença do sangue que assolava a cidade. Como os otomanos começaram a queimar os mortos fora dos portões da cidade, pois havia relatos de que estes estavam se levantando após terem as mortes declaradas. De como foram assolados por um terror de algo que não sabiam identificar o que era.

Elizabeth Kostova trouxe o Drácula para a realidade, de uma maneira que nunca vi em nenhuma outra representação na mídia.

Ela faz você se questionar se tudo aquilo é realidade. Vampiros existem? Vlad III morreu ou não? Será que o Conde Drácula pode ser uma realidade ao invés de uma ficção…?

São essas perguntas que fazem com que você fique com receio de qualquer estalo na janela enquanto lê O Historiador em uma madrugada chuvosa em seu quarto.

(Ou que façam com que tenha sonhos lúcidos de que um homem com roupas antigas e longos cabelos negros está na frente da sua cama fazendo sinal para que você faça silêncio, conforme aconteceu comigo na época em que li o livro.)

A Adaptação Para Cinema de Coppola

Cartaz do filme Drácula de Bram Stoker, na versão de Coppola (fonte da imagem: wikipédia)

Em 1992, Francis Ford Coppola – um dos mais renomados diretores de Hollywood, com filmes como O Poderoso Chefão e Apocalypse Now no currículo – trouxe uma adaptação da história de Bram Stoker para o cinema.

O filme conta com um elenco estelar e garantiu 4 nomeações ao Oscar – ganhando em 3 categorias: Melhor Maquiagem, Melhor Figurino e Melhor Edição de Som. Em relação aos atores, Keanu Reeves dá vida a Jonathan Harker, Winona Rider é Mina Murray, Anthony Hopkins encarna o Professor Van Helsing e Gary Oldman nos traz o Conde Drácula.

Lembro de assistir ao comecinho do filme no meu colégio – curiosamente, uma escola de freiras, não sei como a professora as convenceu de nos apresentar a obra – mas já fiquei interessada, pois, já conhecendo mais sobre a história do príncipe da Valáquia, o filme imediatamente prendeu minha atenção logo de cara.

O incrível figurino, maquiagem e fotografia dessa versão de Drácula

Coppola mistura no filme a vida real com a ficção de Bram Stoker – colocando uma pitada de reencarnação e vidas passadas. O filme começa com a história de Vlad Țepeș e seus esforços para proteger a Valáquia das invasões dos otomanos em nome da igreja católica.

Winona Rider e Gary Oldman no filme de Coppola (fonte da imagem: uol)

Recebendo uma mensagem falsa sobre a morte de Vlad III em batalha, Elisabetha, sua esposa, comete suícidio, jogando-se de uma torre (lembra a história que contei lá em cima de que a primeira esposa dele supostamente teria cometido suicídio no castelo Poenari?).

Voltando ao castelo, Vlad a descobre morta e a igreja se recusa a lhe dar a bênção e um enterro católico – visto que suicídio é um pecado pelas regras da religião. Revoltando-se, é nesse momento que Drácula renuncia à igreja e se torna um vampiro (coisa leve para se mostrar em um colégio católico, não?).

A partir daí, o filme segue muito bem a história do livro de Bram Stoker – e até ouso dizer que, dos filmes de Drácula que já assisti, o filme de Coppola é uma das adaptações mais fiéis. Com a história de Vlad e Elisabetha, porém, o filme adiciona mais uma camada no personagem de Drácula – coisa que não existe muito no livro: em geral, ele é somente uma entidade maligna que precisa ser derrotada. No filme, porém, Drácula está em busca da reencarnação de sua amada e o espectador pode entender um pouco mais suas melancólicas motivações em uma solitária vida eterna.

Lembro de assistir ao filme em uma sessão especial à noite no quintal da Casa das Rosas em São Paulo – uma casa antiga e protegida por seu valor cultural e histórico, que recebe esse nome por ter um enorme jardim de rosas. Foi uma experiência maravilhosa!

Trailer do filme – não consegui encontrar legendado, mas é possível ter uma ideia de como é!

Hellsing – Tornando Vampiros Assustadores Novamente

Alucard: o vampiro principal de Hellsing (fonte da imagem: paste magazine)

Mas você já parou para se perguntar “como seria se vampiros, e principalmente o Drácula, realmente existissem e fossem completamente sanguinários no mundo atual?”

Hellsing está aqui para responder à essa pergunta.

Na contra-mão da amenização das lendas dos vampiros – tornando-os mais dóceis e até “vegetarianos” sem matar humanos para se alimentar, encaixando-se na sociedade e vivendo como pessoas comuns – Hellsing traz de volta todo o terror que pode ser causado por esses seres das trevas.

Criado por Kouta Hirano, Hellsing é um mangá publicado desde 1997 até 2008. Inicialmente, foi adaptado para um anime que não seguiu a história principal do mangá, havendo posteriormente uma versão animada mais fiel à história em forma de OVA (Original Video Animation, lançadas diretamente para vídeo, sem prévia exibição na TV), denominada Hellsing: Ultimate.

Antes de tudo, é preciso dizer: Hellsing não é uma história para menores de idade. Tanto o mangá quanto o anime escorrem sangue e são permeados de insanidade e ações moralmente incorretas. Possuí cenas fortes, algumas perturbadoras, e certamente não é para os que não gostam desse tipo de coisa! Afinal, é definitivamente do gênero Terror.

Tanto o mangá quanto o OVA seguem as atividades da Organização Hellsing – mantida pela coroa britânica e seguindo o protestantismo, é especializada no combate de vampiros em solo inglês.

Sir Integra Wingates Fairbrook Hellsing – a mulher que comanda a Organização (fonte da imagem: tumblr)

A Organização é liderada por Sir Integra Hellsing – uma mulher jovem, mas extremamente forte, madura e inteligente para a idade – que comanda Alucard – um vampiro poderoso e centenário, mantido sob custódia da família Hellsing por anos, tratando-os como Mestres.

Na história, humanos que não são virgens, quando mordidos por um vampiro, tornam-se ghouls – uma espécie de zumbi que segue as ordens do vampiro que o transformou. Aqueles que são virgens, porém, tornam-se vampiros.

E assim, a saga de Hellsing se inicia quando Alucard transforma uma jovem policial, Seras Victoria, que estava sendo atacada por ghouls e vampiros, em uma vampira aprendiz. Ninguém da Organização – nem mesmo Walter, o mordomo e antigo agente da Hellsing – entende a atitude de Alucard.

Seras Victoria, a garota transformada por Alucard no início da história (fonte da imagem: hellsing fandom)

Com ataques de uma organização que parece usar ghouls e vampiros como soldados – denominada Millenium – até a Divisão dos Iscariotes, parte secreta da igreja católica na Itália que lida com esse tipo de ameaça, entra no jogo para matar tais criaturas.

Aviso que a partir daqui, teremos spoilers do enredo!

Alucard, como é de se esperar, é ninguém mais ninguém menos que o próprio Drácula. Mas não somente isso: ele é Vlad, o Empalador, príncipe da Valáquia. A história conta com flashbacks e memórias de Alucard da época em que era criança, prisioneiro dos otomanos, e da época em que era adulto, tornando-se vampiro.

As demonstrações do poder – e da crueldade desmedida – de Alucard, crescem de acordo com os episódios. Ao acompanhá-lo, nunca se sabe se o inimigo é forte o suficiente para destruí-lo – mas Alucard sempre se prova mais forte. Então, Hellsing traz o questionamento: o que é preciso para derrotar o ser das trevas mais poderoso do mundo, o próprio Conde Drácula que deu origem a todos os contos de vampiros da atualidade?

“O pássaro de Hermes é o meu nome, comendo minhas asas para me manter domado” (fonte do GIF: pinterest)

Segundo ele mesmo, é preciso um humano para matar um monstro.

Hellsing, como disse lá em cima, é pura insanidade e escorre sangue com desmembramentos e mortes pertubadoras. Temos uma organização nazista secreta que sobreviveu à Segunda Guerra Mundial, um grupo de mercenários franceses – liderados por Pip Bernadotte, um dos meus personagens favoritos – que é contratado por Integra para ajudar na luta, católicos fervorosos comandados por Enrico Maxwell que acha que pode se comportar como um Deus e quer acabar com o protestantismo, o padre Alexander Anderson que quer acabar de qualquer jeito com Alucard – entre muitas outras loucuras que deixei de fora.

Bernadotte – o líder Francês dos mercenários Wild Geese (fonte do GIF: gfycat)

Temos até uma icônica parte no Brasil!

(Horrível, mas icônica.)

Mesmo com tudo isso, Hellsing também oferece muitas reflexões sobre humanidade e monstruosidade. Apesar de ser cruel e terrivelmente assustador, Alucard preza muito aqueles que ainda são humanos e assim permanecem até a morte. Ele aprecia a maneira como as pessoas envelhecem e acredita que monstros que nem ele devem ser mortos pelas mãos de seres humanos – até ficando uma leve indicação de que ele se comporta daquela maneira exatamente porque “já que todos me consideram um monstro, vou lhes mostrar o monstro que posso ser”.

Trailer feito por fãs – também não encontrei legendado, mas dá uma boa ideia de como é Hellsing!

Halloween 2020

Drácula se mostrou de diversas maneiras diferentes ao longo dos anos, evoluindo como personagem e se misturando com o homem que lhe deu origem, Vlad Țepeș. É uma das histórias de terror mais conhecidas ao redor do mundo e um dos personagens mais utilizados até hoje – é só sair no Halloween e ver quantos Dráculas e esposas do Drácula você irá encontrar na rua.

Espero que tenham aprendido um pouco mais sobre essa lenda e aproveitem as indicações que dei nesse Halloween!

Além disso… Não esqueçam o dente de alho nas janelas e portas das casas. Só pra garantir.

Halloween Lune Station

Também temos essa semana, os posts de toda a redação do Lune! Tivemos de início o post da Hekate, que vou deixar o link abaixo, e teremos o da Selene – então fique de olho para ler o que ela trará!

Além disso, teremos um super especial de Halloween no fim de semana – você não vai querer ficar de fora, não? Passe por aqui nas terras lunares para ver o que preparamos para vocês!

Pipoca Lunar: Marianne, a Bruxa Amaldiçoada! – Semana de Halloween, por Hekate

Conhecida na Lua como Artemis, meu nome aqui na Terra é Kadine. Considero que sou de Serra Negra – sou ariana com ascendente em escorpião. Interessada em tudo que é artístico, tenho um fraco para pesquisar coisas obscuras! Desbravadora de museus, compro mais livros do que consigo ler, interessadíssima em outros idiomas e culturas, colecionadora de chás e canecas, escritora nas horas vagas e gamer noturna para passar raiva com invader em Dark Souls (e relaxar com Devil May Cry ou Resident Evil).