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Lado Escuro da Lua: Titio Noel – O Sono do Seu Natal

Vocês acharam que a dose de Natal tinha acabado aqui no Lune Station? Pois estão muito enganados: nosso especial dessa semana são os filmes ruins de Natal – depois de tanta indicação boa essa semana.

Nesse post, eu poderia falar de uma lista ENORME de filmes de Natal fracos – porque sim, existem muitos e eu já assisti centenas – principalmente os de romance que tem o enredo similar e as filmagens parecem até amadoras.

Mas eu não seria capaz de falar de nenhum desses: gosto demais desse tipo de filme. Aí lembrei dos filmes de comédia que envolvem Papai Noel, sucessores e vilões tentando ocupar o seu lugar.

Titio Noel é um desses, que claramente passariam na programação de filmes que passam nas tardes aqui das emissoras brasileiras – e que ninguém mais aguenta.

Poster do filme (fonte da imagem: mzstatic)

Tudo bem que neste não é o bom velhinho atrás de um sucessor – que muitas vezes é seu filho ou aquele personagem rabugento que não gosta da época do ano – mas é um enredo extremamente cansativo, no qual o irmão malvado do Papai Noel entra em ação, vai para a fábrica de brinquedos ajudar os duendes e aí, o final é óbvio: ele entende a verdadeira magia do Natal e muda de posicionamento. 

É isso, peguem seus blocos de notas e anotem essas indicações de filmes ruins desse especial, para passar muito, muito longe.

Titio Noel: Sobre o Filme

Titio Noel é um filme de 2007, assinado pelo diretor David Dobkin e tem grandes nomes no elenco, como Vince Vaughn (Os Estagiários), Paul Giamatti (Madame Bovary), Rachel Weisz (A Múmia) e Miranda Richardson (Malévola). E não, nem com um elenco desses há salvação para esse filme.

Paul Giamatti (papai noel) e Vicent Vaughn (Titio Noel) (fonte da imagem: onecms)

Tudo bem que eu não sou uma crítica formada em nenhuma área cinematográfica para dizer as palavras que vou dizer agora, mas como espectadora assídua de filmes toscos – eu gosto mesmo de assistir a filmes assim, para passar o tempo – classifico categoricamente Titio Noel como um filme tosquíssimo de Natal.

A sinopse dele é: “Dos irmãos Noel, Fred é encrenqueiro e oposto de seu irmão Nicholas, que é um santo. Quando as façanhas criminosas de Fred finalmente o colocam em apuros, Nicholas o socorre e leva-o para o Polo Norte para trabalhar fazendo brinquedos. As dores de cabeça rondam St. Nick, que não só tem de lidar com o seu irmão problemático, mas também com um especialista em eficiência que chegou para avaliar o funcionamento do Papai Noel.”

E de ler isso pensamos que pode ser um filme mais sensível sobre relações familiares, ou de comédiae talvez tenha sido essa a tentativa na premissa, uma mescla das duas opções, mas isso só resultou em um enredo e fluidez fraquíssimos, não conseguindo atingir nenhum dos objetivos propostos.

Cena do filme (fonte da imagem: amcnetworks)

Assisti quando mais nova e não entendi muito o conceito da comédia e achei que fosse por ser um conteúdo mais voltado para os adultos – mas quando voltei a assistir um pouco mais velha, continuei na mesma: então fica no ar o propósito real do filme, que é classificado como comédia e fantasia.

A fantasia a gente consegue perceber bem – até porque tem um Papai Noel no filme – mas, de resto, tanto com a ideia quanto com o elenco, era possível fazer algo melhor construído e que conversasse melhor com o público.

Toda essa coisa de irmãos opostos em seus comportamentos e caráter é algo bem caricato dos filmes de comédia e soft drama norte americanos, então o plot é fácil de desvendar desde o início.

Um dos irmãos é exemplo de ser humano, querido e amado pelas pessoas – e por aqui essa característica fica com nosso Papai Noel, Nicholas Claus. Já o outro é um ser humano egoísta, golpista, que trata as pessoas da pior forma possível, sempre pensando em se dar bem e acaba afastado de qualquer tipo de amor ou afeto que possa vir a receber – e esse é o nosso personagem principal, o irmão do Papai Noel, que automaticamente é chamado carinhosamente pelo título do filme – pelo menos aqui no Brasil – como Titio Noel, o Frederico Claus.

Cena do filme (fonte do GIF: tenor)

Fred, como um bom ser humano ruim, não mede esforços em ser algo desprezível – pensando somente em si e em se dar bem, dando golpes, roubando dinheiro de pessoas que acreditam em sua “boa fé” e que pensam estar fazendo uma boa ação de verdade.

Durante algum tempo de sua vida, isso deu certo em termos, mas quando ele vai preso mais uma vez e adquire uma dívida milionária, Papai Noel – como um bom irmão – o tira da cadeia, mas em troca de safar sua cara daquela vez, faz um acordo de que ele teria que trabalhar na fábrica de brinquedos para ganhar o dinheiro da vida.

E aí que a comédia “começa”.

 A relação dele com os duendes e ajudantes do Papai Noel é até engraçadinha, o fato de tentar se adaptar aos padrões e tamanhos dos pequenos legalzinho, mas nada que salve o filme.

Daí, em resumo, no final ele começa a ser um ser humano melhor, o irmão perdoa todas suas mancadas e todos vivem felizes para sempre.

E gente, o filme não é fraco porque é um enredo previsível: é fraco porque o desenvolvimento dele é ruim, as atuações são medianas e nada ali prende a atenção por mais de 15 minutos – talvez deixar rodando na TV enquanto faz outras coisas ou, para assim como eu, que coleciono filmes de Natal assistidos, colocar na listinha.

Trailer do filme

Mas se Quiserem Assistir:

Se mesmo depois de todo esse texto você ainda quiser assistir para tirar suas próprias conclusões, aqui vai alguns lugares onde está disponível.

Para os assinantes de televisão a cabo, satélite, ou paga de alguma forma, está disponível atualmente na grade de canais HBO.

Quem quiser alugar ou comprar, está disponível em:

Youtube Movies: link do filme

Apple TV: link do filme

Prime Video: link do filme

Oi, eu sou a Gabriela, mais conhecida por aqui como Hekate. Nascida e criada em São Paulo, duplamente escorpiana, apaixonada por tudo ligado à cultura pop e, às vezes, não tão pop assim. Comédias românticas, livros do Sidney Sheldon, playlists e músicos undergrounds, kpop e o Corinthians são minhas maiores paixões. Aspirante a chef de cozinha e escritora, amante de chás e de abraços.