Lune Records

Lune Records: Devil Trigger e Bury The Light – Sobre as Músicas de Casey Edwards Para DMC

E na nossa semana para falar de música e compositores, hoje trago o trabalho de Casey Edwards – que fiquei tocando insistentemente durante 2020 inteiro e agora estou na mesma sina em 2021.

É muito raro eu me encontrar na situação de parar tudo que estou fazendo, encarar uma parede e só ficar escutando a música – tenho isso sempre com Muse e de vez em quando com Agust D, U2 e Coldplay – mas o trabalho de Casey fez exatamente isso comigo.

E também me fez ficar cantando “BANG BANG BANG PULL MY DEVIL TRIGGER” praticamente 2020 inteiro, além de certamente me amaldiçoar com o “I AM THE STORM THAT IS APROAAAAACHING” esse ano.

Como estou muito feliz de encontrar Casey no mundo da música – e achar que ele é um compositor realmente incrível que deve ser conhecido pela galera por aí – hoje meu vagão no trem lunar vai ser pra panfletar o trabalho dele e comentar o motivo de eu estar tão emocionada com as músicas!

Quem é Casey Edwards?

Conforme o próprio site dele – que você pode encontrar aqui com os contatos dele inclusive para trabalho – Casey é um compositor, produtor, songwriter e multi-instrumentalista, fazendo trabalhos para filmes, televisão, vídeo games e indústria musical. Atualmente, vive em Los Angeles, Califórnia.

Casey iniciou em pop e rock, acabando por se interessar em músicas de filmes eventualmente e começando a ir para o lado de música clássica – o que entendo 100%: no colégio, minha maior alegria era ficar montando os arranjos de músicas de filmes para piano, então até hoje tenho uma lista enorme de compositores favoritos! Essa formação de Casey, entretanto, faz com que ele consiga compor músicas misturando tanto a mentalidade de algo mais popular quanto de algo mais tradicional e clássico.

Já disse que gosto de Muse, né? Eles são minha banda favorita, exatamente por causa da mania de fazer sinfonias com guitarras pesadas, arranjos de piano num estilo bem Rachmaninoff, orquestra misturada com dubstep, coros de ópera com vocais de rock e muitas coisas mais.

Acho que o que gostei tanto das composições de Casey é poder ver a mesma mentalidade de misturar e experimentar, não ficando preso em um estilo ou conceito específico!

O canal dele no Youtube é esse: https://www.youtube.com/user/CaseyEdwardsMusic

A página do Spotify de Casey pode ser encontrada aqui:

E bônus: ele é casado com a maravilhosa Ali Edwards – a voz por trás de Devil Trigger! A página dela no Spotify é essa:

Devil Trigger e Bury The Light: As Músicas de Devil May Cry que Trouxeram a Série de Volta

Então vamos lá, meu momento de brilhar de novo sendo uma fã incurável de Devil May Cry, me perdoem.

Mas as músicas são muito boas e isso só mostra o papel importante de uma trilha sonora pra deixar um legado. Você pode ter filmes ou jogos excelentes com trilhas medíocres, mas quando você tem uma trilha boa… É  que você ganha o coração dos expectadores.

Começando com Devil Trigger: a música que explodiu corações na E3 quando DMC 5 foi anunciado – com o vocal incrível da Ali Edwards, como comentei lá em cima, Devil Trigger é pura energia: tudo que você esperaria de Devil May Cry.

Misturando eletrônico com rock, colocando algumas partes mais suaves só para dar uma respirada e continuar crescendo a energia antes de terminar com um – ok, eu não vou resistir – bang, a música tem tudo pra ficar grudada na cabeça por dias sem ser cansativa.

Alou, Maroon 5, fica de olho – porque de música chiclete o Maroon 5 entende com maestria e eu amo de paixão.

Para quem já era fã da série, a música conseguiu também trazer um feeling bem parecido com o tema do jogo anterior, DMC 4, Shall Never Surrender: tema do personagem principal Nero, assim como Devil Trigger é o tema dele em DMC 5.

(Se eu falar que não sei a letra inteira dessa música e canto que nem um hino toda vez que vem no meu shuffle, eu tô mentindo)

Assistindo algumas entrevistas com ambos, é interessante notar como é o processo musical. Casey, como compositor, trabalhou junto com Ali para trazer o vocal à musica – e nem sempre o que o compositor pensou é o que será melhor para a música. Ela mesma comenta como a pronúncia das vogais é importante, além da liberdade do intérprete para poder ir além da composição.

O que isso quer dizer, Artemis?

Basicamente, quando você está escrevendo a melodia e até tocando em um instrumento – no meu caso, piano, porque é isso que tenho experiência – você tem todas as notas. Mas, quando vai colocar a voz para cantar aquela melodia pensada, às vezes é melhor alongar algumas notas, alterar levemente, “subir” ou “descer” o tom entre muitas outras possibilidades, que só vai dar pra saber na hora de cantar e interpretar a música.

Porque sim: músicas são interpretadas, não cantadas mecanicamente. Essa era a maior bronca que eu tinha de música clássica e meu medo de conservatórios até hoje – meio infundado, mas nada mais terrível do que tirar o sentimento e a liberdade da música.

Aliás, outra coisa que acho engraçado é como ele fala que algumas letras são bregas e como é difícil entregar esse tipo de linhas na música de maneira que vai soar boa e legal, ao invés de ridículo. Isso depende muito do trabalho do intérprete – e a Ali faz um trabalho maravilhoso de entregar uma frase como “bang bang bang pull my devil trigger” de uma maneira que faz você gritar junto ao invés de querer se esconder debaixo de uma cadeira de vergonha.

“I’m a wildfire you won’t tame (eu sou um incêndio que você não vai domar)

Not even my temper can put out the flame (nem mesmo meu temperamento pode apagar a chama)

There’s no way to contain (não há como conter)

This storm swelling inside me (essa tempestade crescendo dentro de mim)”

Parte da letra de Devil Trigger, traduzida por Artemis. Eu digo que DMC é o jogo mais de Áries do mundo e ninguém acredita.

Porque vamos combinar: Devil May Cry tem muita breguice que não funcionaria se não fosse DMC. A mágica é que funciona porque é DMC e Casey e Ali conseguiram captar isso muito bem em Devil Trigger – funciona porque são eles e porque compuseram e entregaram a música da maneira certa para a série.

Isso leva para a escolha do intérprete no processo de composição: ambos falam sobre a importância de escrever com um intérprete em mente ou saber que uma pessoa que você sempre trabalha pode ser uma escolha ruim para a música – como eles mesmos colocam: escolher alguém para cantar a composição é como escolher um ator para um papel em um filme. Interessante não?

É a mesma coisa quando você pega as músicas que a Sia escreveu e foram cantadas por artistas diferentes: se você ouvir as músicas, consegue perceber que é da Sia, pois até a maneira como elas devem ser cantadas são como uma marca registrada da cantora – como Diamonds, com a Sia e a Rihanna.

Agora vamos de Bury The Light.

A diferença entre as músicas é muita mas nem tanto – é isso que fiquei ainda mais “minha nossa o que é que tá acontecendo aqui” quando escutei a primeira vez. Para compor, principalmente para games, os músicos precisam pensar no personagem e a música final precisa encaixar perfeitamente com a personalidade e história.

E olha, essa encaixou com o personagem do Vergil do mesmo jeito que Devil Trigger encaixou com o Nero.

(Porque Nero é um ariano nervosinho que explode com qualquer coisa e depois fica todo bom moço em um cantinho porque tem vergonha de tudo e o Vergil é um grosso, dramático, dono do mundo todo e ninguém me tira isso da cabeça, fim)

Pessoalmente, presto muita atenção em letras – e são as mais significativas para mim que acabam se tornando minhas favoritas. A letra inteira de Bury The Light é incrível – de novo, opinião pessoal aqui – e faz com que tantas pessoas se identifiquem com ela.

Casey fez um breakdown da letra e da música em seu canal – em uma live que pode ser encontrada aqui, porém só em inglês – e menciona várias cenas, desde jogos antigos até os mais novos e mangás, que o inspiraram para entender e traduzir o personagem de Vergil em uma música.

“I am the storm that is approaching (eu sou a tempestade que está se aproximando)

Provoking (Provocando)

Black clouds in isolation (nuvens negras isoladas)

I am reclaimer of my name (eu sou reivindicador do meu nome)

Born in flames (nascido em chamas)

I have been blessed (eu fui abençoado)

My family crest is a demon of death (o brasão da minha família é um demônio de morte)”

Refrão de Bury The Light, traduzido por Artemis

A letra inteira é como um escritor colocaria a descrição do próprio personagem: a música pinta uma cena através de imagens pelas palavras e sentimentos trazidos pelos sons. É esse o objetivo.

E aqui chegamos na composição em si!

Acho que a parte que mais me deixou impressionada foi o fato de que acidentalmente um dos trechos de Bury The Light tem um som extremamente similar – acredito que até notas iguais, mais ainda não tive tempo de sentar no piano pra tirar essa música, me aguardem – à música do Vergil em DMC 3, Devils Never Cry e, no que pra mim é o mais óbvio, o solo de piano de Total Result do mesmo jogo.

Isso traz no meio da música um sentimento nostálgico que encaixa perfeitamente com o personagem e a jornada dele até ali.

Total Result: a partir de 2:00, é bem similar ao trecho em 6:38 de Bury The Light

O que não me impressionou foi o fato de escrever tudo inicialmente no piano antes de produzir o resto da música – isso é uma coisa que minha mãe me fala demais, entrando em um lado mais pessoal.

Tenho o costume de tirar músicas de ouvido e geralmente são músicas que gosto, independente do estilo, desde valsa até metal e hip hop, por exemplo. O que ela sempre fala é que gosta de ouvir os arranjos, porque no piano você consegue ter uma noção melhor da melodia da música, sem os outros instrumentos chamando atenção: mais ou menos como uma melodia pura que dá pra efetivamente ouvir todas as harmonias, acordes, notas, dissonâncias e etc. que talvez você perderia ao ouvir com todos os instrumentos e efeitos juntos.

No piano é muito mais fácil entender o arranjo da música propriamente dita antes de começar a montar todo o resto em cima daquela composição, mesmo que simples.

Então ponto para o piano como melhor instrumento para compor, eu vou defender isso até a morte, obrigada por comparecerem à minha TED Talk.

Instrumentalmente falando, é a mistura de aspectos sinfônicos com rock e até metal que faz essa música ser um equilíbrio de tudo que tudo que o personagem apresenta. Enquanto Devil Trigger é uma música que explode como uma bomba, liderada pela adrenalina e raiva de Nero, Bury The Light tem tons mais pesados e escuros, bem como uma musicalidade ao mesmo tempo intensa e delicada – com violinos contrastando com baixos pesados e distorcidos.

E eu vou trazer mais referências? Vou, me jugluem.

O baixo do início de Bury The Light me lembrou muito o tipo de distorção usado pelo Muse em Uprising – quando eu estava na escola, um dos meus maiores hobbies era voltar pra casa e ficar assistindo making of dos álbuns do Muse, então esse post ou seria das composições de Casey para DMC ou making of do álbum Resistance. Acabei de juntar o melhor dos dois mundos.

claro, Uprising e Bury The Light tem pegadas diferentes, mas a primeira coisa que me fez parar tudo que estava fazendo e encarar a parede quando escutei Bury The Light foi exatamente “olha só, mas parece aquele efeito que o Chris usou para gravarem Uprising e mais um monte de coisa do Muse depois, cadê meus making ofs pra checar…?”

Mas, além do baixo, outro aspecto que dá mais peso para a música é a bateria: estou 100% convencida de que temos um pedal duplo típico de baterias de metal nessa música, mas como estou apurando meu ouvido mais recentemente para percussão, convoco os bateristas de plantão leitores do Lune para me falar o que vocês escutam aí e se estou certa ou errada! De qualquer maneira, é um elemento certeiro para o tom escuro e pesado que dá toda aquela característica poderosa e inacessível do Vergil.

E como trazer o refinamento, então? Porque Dante é tão poderoso e badass quanto Vergil, mas a música dele é mais um rock puxando para metal com energia alta e destruição pura – bem o estilão do Dante na série, para ser sincera (porque né, o homem luta com a Rebellion que é uma espada do tamanho dele e deve pesar facilmente uns 8kg). Vergil é o contrário: técnica, disciplina, agilidade, refinamento. Se fosse um jogo de RPG, Dante seria mais focado em força enquanto Vergil seria mais para destreza.

É aí que entra a orquestra que falei: temos violinos logo no começo da música que logo dão espaço para a bateria e o baixo, mas que logo depois podem ser ouvidos em um conjunto de cordas que trazem os acordes de tons mais góticos da parte que comentei ali em cima que parecia de Total Result. E apesar da música ter suas pausas para focar mais na parte “sinfônica”, vamos assim dizer, também se mistura com as guitarras – formando um metal sinfônico, talvez? No meu mundinho, é assim que eu classifico.

(O próprio Casey mencionou na stream que é “meio Tchaikovsky” em algumas partes da música e eu como uma boa fã de Tchaikovsky – que nem falei no meu post sobre o Quebra Nozes – não podia ficar mais feliz)

Outra coisa que me chamou muita atenção foi praticamente a mesma coisa que me chamou a atenção em Muse: a guitarra é melódica de uma maneira que me remete às escalas de música clássica. Nunca estudei teoria musical à fundo, meu entendimento é mais do que consigo ouvir e por isso às vezes o que eu falo não faz muito sentido com a teoria ou com o que realmente é. Mas, escutando às músicas do Muse, dá pra perceber que o guitarrista e pianista do grupo, Matt Bellamy (amor da minha vida, é isso) aplica muito do que seria utilizado no piano para compor solos de guitarra. E Bury The Light me trouxe essa mesma sensação.

Hysteria, do Muse, como um exemplo do que estou falando ali em cima. O solo de guitarra é a partir de 3:13 – e foi quando aprendi a tocar na guitarra que comecei a perceber essas coisas. Além disso: solo incrível de baixo a música inteira, vale a pena para quem for escutar tudo

Tudo isso contribui para trazer não só a força e refinamento de Vergil, mas os acordes e escolha de instrumentos constroem também a melancolia e tristeza do passado dele que se refletiu em toda a sua vida – talvez o personagem mais poderoso do jogo, sim, mas com uma tragédia por trás. E a composição é tão bem feita que reflete isso.

O tempo da música, comparada com as outras – sim, Devil Trigger, estou olhando pra você e pro Nero correndo de um lado para o outro – é mais lento, exatamente por causa da personalidade do personagem. Mas né, claramente uma música não precisa ser rápida para parecer que você logo mais será acertado pela tempestade que se aproxima e sair voando com ela. Essa é a mágica da composição musical.

E isso também se relaciona com a regra que a própria Capcom colocou logo de cara (e acaba com qualquer um que curte músicas mais voltadas para rock): sem guitarras a não ser no refrão. Se alguém me falasse isso, eu acho que morria – mas acho que foi isso que fez com que tudo que comentei ali em cima se juntasse na música final.

Em relação à produção em si da composição, é interessante termos um ponto de vista diferente do “é só gravar e juntar tudo”. Como é de se esperar, não é tão fácil – mas é definitivamente divertido. Atualmente, softwares de produção musical podem ser usados com teclados MIDI para arranjar todos os instrumentos necessários – por meio de plug-ins e softwares adicionais no programa. Isso traz a possibilidade de gravar diversos instrumentos em várias “camadas” diferentes, montando toda a track como se fosse um quebra-cabeça até se encontrar o som que se tem em mente.

Com a composição completa no piano como um guia, por exemplo, é possível adicionar diversas camadas na própria música até chegar ao resultado esperado. Assistindo a stream de produção de Bury The Light, é essa composição de camadas que dá o aspecto grunge e o corpo que a música precisava, sem ficar uma bagunça de sons de tudo gravado um em cima do outro em um gravador de celular que não dá nem pra saber que palavra o cantor está falando.

Além de que não existe nada mais divertido que ficar brincando com os plug-ins de efeitos especiais e vendo que sons vão criar.

O que eu mais gosto de música, composição e produção musical é isso: a possibilidade de simplesmente PIRAR em algumas coisas e conseguir fazer sons ótimos. Quer um exemplo? Em Bury The Light, Casey usou em um momento um efeito especial que ele fez arrastando o apoio de papel toalha na bancada de mármore da cozinha e depois trabalhando no design de som para fazer o som que ele precisava.

Se isso não é divertido, eu realmente não sei o que é diversão.

No finalzinho da música, nós temos também um trecho que é uma conexão com Devil Trigger – as notas são muito similares e foi intencionalmente colocado como uma re-harmonização no final de Bury The Light. E logo depois disso, um solo de guitarra que me lembrou o quê?

Para fechar com chave de ouro: Stairway to Heaven, do Led Zeppelin.

Afinal, toda uma jornada épica de nove minutos não podia deixar de lembrar a banda de rock com músicas absurdamente compridas que começam de um jeito, terminam de outro e você só fica tipo o meme do Keanu Reeves falando “wow”.

A partir de 5:56 até o final, foi uma das lembranças que tive escutando Bury The Light a partir de 8:22 – e até um pouco antes no verso “bury the light deep within”

Acho que depois de toda essa jornada tagarelando incansavelmente sobre músicas, referências e um monte de coisa aleatória que na minha cabeça se junta de um jeito épico que me fez ficar completamente pasmada escutando essa música pela primeira vez (e em repeat até agora, porque né, virou A música de motivação da minha vida, me julguem), é um bom momento para deixar aqui um vídeo com a letra traduzida para português: assim vocês podem entender melhor como a melodia se encaixa com o que está sendo cantado, completando, assim, o trabalho de um compositor e songwriter.

*Breve Pausa Para Tomarmos um Chá e Respirarmos Depois Disso Tudo*

Esse post foi um pouquinho diferente porque eu fico definitivamente emocionada quando falo de música – e sou super apaixonada pelo aspecto do backstage, ou seja, composição, escrever letras, produção, design de som e tudo que vem junto com criar uma música no mundo, apesar de não possuir quase nenhum conhecimento técnico. Então todas as minhas opiniões e referências são mais pelo que escuto e entendo naturalmente do que algo que alguém tenha me explicado ou ensinado em relação à teoria musical.

Coitada da minha professora de piano tentando me ensinar a ler as partituras enquanto tocava e eu só escrevendo todas as notas embaixo e depois indo tudo de ouvido pra pegar todo o resto. Devia ter sido uma aluna mais dedicada nesse aspecto – mas minha professora, Sandra, foi um amor para entender e me ensinar do jeito que eu entendia mais fácil. Com certeza a melhor pessoa desse mundo, minha melhor amiga quando estava na escola e que me fez descobrir minha paixão por música!

Enfim. Bury The Light tem uma melodia maravilhosa que eu ainda hei de fazer um arranjo no piano, assim como Devil Trigger (que só estou enrolando e às vezes fico três horas tocando as mesmas duas notas e vou embora, mas também hei de tirar).

Se você chegou até aqui comigo surtando de todas as maneiras possíveis em relação à música, reforço o que disse lá em cima: dê uma olhada no trabalho do Casey e também da Ali! Recentemente, ele lançou uma música própria, chamada Vacant Surrender (que eu só fiquei encarando a parede e pensando “mas que feelings de Muse” logo no comecinho, porque essa é minha vida) que é tão boa quanto suas outras produções.

Para quem entende inglês, às vezes ele faz streams explicando todo o processo de escrever a música e montar o arranjo. Quem tem interesse em entender um pouco mais sobre produção musical, ele é uma pessoa muito simpática que responde às perguntas e explica bem sobre o trabalho feito!

Quem sabe um dia não consigo fazer uma entrevista com ele, não?

Até lá, espero que tenham gostado desse post emocionado sobre música! E fiquem à vontade para me dizer suas opiniões, o que mais gostam nas músicas, quais elementos acharam interessantes, referências e tudo mais – os comentários estão abertos a todas as discussões musicais!

Obrigada por comparecerem à minha TED Talk

Conhecida na Lua como Artemis, meu nome aqui na Terra é Kadine. Considero que sou de Serra Negra – sou ariana com ascendente em escorpião. Interessada em tudo que é artístico, tenho um fraco para pesquisar coisas obscuras! Desbravadora de museus, compro mais livros do que consigo ler, interessadíssima em outros idiomas e culturas, colecionadora de chás e canecas, escritora nas horas vagas e gamer noturna para passar raiva com invader em Dark Souls (e relaxar com Devil May Cry ou Resident Evil).