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Luneteca: A Menina que Roubava livros – O lado brilhante da lua

E voltamos com o lado brilhante da lua!

Essa semana aproveitamos as boas datas comemorativas que Janeiro tem e resolvemos fazer esse especial em homenagem ao dia do leitor, que aconteceu no dia 07 agora. Vamos falar sobre nossas leituras preferidas – ou seja – nossos livros especiais.

Escolhi um dos meus livros favoritos do mundo: a menina que roubava livros – que eu confesso que precisei de pelo menos três tentativas para conseguir terminar, não por ele ser ruim, ou difícil, é que quando eu tentei, não era a fã de leitura que eu me tornei tempos depois.

Capa do livro de Markus Zusak – Fonte da imagem: Amazon

Eu não sei porque esse título em questão se tornou meu favorito, talvez por ser a morte narrando os acontecimentos, talvez pelo cenário melancólico, talvez pelo amor da personagem principal pela leitura, se agarrando naquele refúgio no meio  da guerra, da fome, do frio e do medo.

A leitura é viciante!  A gente não consegue parar de ler, ela flui muito bem – apesar de ser um pouco dolorida – temos que saber o que vai acontecer com cada personagem, cada ação e a cada momento que passamos juntos com essa narrativa incrível.

Definitivamente, não é uma leitura para pessoas que não gostem de sofrer. A gente já começa a leitura com uma cena super triste, e nessa cena já vemos nossa personagem principal roubando – ou achando rs – seu primeiro livro. Daí em diante, muitas outras coisas tristes acontecem, mas uma das coisas que eu mais gosto é como ela é otimista e enxerga sempre um lado positivo.

Sinopse: “A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.

Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público”. https://www.intrinseca.com.br/livro/13/

Essa sinopse já nos diz muito sobre a leitura que nos espera, ela só não conta como é uma leitura agradável e até mesmo – volto a dizer – com as partes tristes, a gente consegue se divertir em vários momentos, como as rabungentices da mãe adotiva de menina, ou de seu amigo, esquisito, cheio de irmãos, que conseguia tornar tudo mais agradável e interessante.

Parte do livro – primeira página. – Fonte da imagem: Amiga da leitora

Todo o processo de aprendizagem de leitura dela também é muito interessante, é um processo agradável e o esforço dela é gratificante de acompanhar, a gente torce para que ela consiga ler, mais e mais e continue tendo prazer enquanto o faz. É legal ver como a vida dela muda, e toma uma forma menos pesada quando ela está em companhia das palavras, das folhas pintadas com histórias ou até mesmo instruções – dependia do livro que ela roubava, ou que tinha acesso no momento.

Em alguns momentos a gente acha que nada vai dar certo, e temos cenas que poderíamos com certeza viver sem – olha eu fazendo malabarismo para não dar GRANDES spoilers – mas mantenham a fé, depois de muito choro, temos um final agradável.

Essa obra é um drama do escritor australiano Markus Zusak, publicado em 2005 pela editora Picador, e aqui no Brasil foi lançado pela Intrínseca.

Markus Zusak, autor do livro – Fonte da imagem: The Guardian


A Adaptação para o Cinema!

Trailer do filme

Pois bem!

Em 8 de novembro de 2013, com a direção de Brian Percival, produção de Ken Blancato e Karen Rosenfelt e distribuição de 20th Century Fox, o livro foi adaptado para as telonas – e eu juro, por tudo que é mais sagrado nesse mundo, como eu sofri com a notícia, por medo, muitas adaptações são realmente frustrantes e nesse momento, eu já tinha lido o livro, pelo menos umas três vezes.

Quando assisti ao trailer, achei muito promissor, então me animei um pouco mais com a ideia de alguém dar vida aqueles personagens e aquela história que tanto me prendeu – e prende até hoje. Mas quando o filme saiu e eu fui ao cinema – porque eu precisava ver o quanto antes o que tinha acontecido com meu livro favorito, naquela adaptação – me surpreendeu de forma positiva.

Pôster do filme – Fonte da imagem: Veja

É importante lembrar, que, qualquer adaptação de uma obra literária, seja ela para filmes, séries, mini-séries e afins, nunca saem iguais, pelo motivo do tempo de produção ser menor, a incorporação de todos e tantos detalhes. Em a menina que roubava livros não foi diferente, porém, não sentimos falta de nada, porque um detalhe ou outro que ficou de fora, não impactou na fidelidade da produção com o livro.

Foi bastante fiel ao texto, e ao que de fato foi a proposta da leitura. Todos os pontos importantes estavam ali, todos os principais acontecimentos e claro, um elenco excelente – fiquei impressionada como o elenco foi escolhido e como tudo “casou” perfeitamente bem.

Sinopse do Filme: “Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger sobrevive fora de Munique lendo os livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um judeu que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela faz algumas tarefas para a mãe e brinca com o amigo Rudy.”

Cena do filme. – Fonte da imagem: Cinema é minha praia

Bônus, sem arrependimentos: Assistam e leiam A Menina Que Roubava Livros.

Então é isso, leiam esse livro incrível e assistam ao filme também, em nenhuma das duas plataformas haverá arrependimentos!

Leia em: Intrínseca: https://www.intrinseca.com.br/livro/13/

Assista em:

Youtube Movies: https://www.youtube.com/watch?v=1djnqawQcng
Google Play Movies: https://play.google.com/store/movies/details?id=5K1IAu63Snc


E não deixem de ler as indicações incríveis desse nosso especial, todas estamos empolgadas aqui na irmandade da lua, para compartilhar com vocês, nossas indicações.

Oi, eu sou a Gabriela, mais conhecida por aqui como Hekate. Nascida e criada em São Paulo, duplamente escorpiana, apaixonada por tudo ligado à cultura pop e, às vezes, não tão pop assim. Comédias românticas, livros do Sidney Sheldon, playlists e músicos undergrounds, kpop e o Corinthians são minhas maiores paixões. Aspirante a chef de cozinha e escritora, amante de chás e de abraços.