Luneteca

Luneteca: MeruPuri – Quando Um Príncipe Encantado Invade Sua Vida

Para homenagear os quadrinhos em geral, eu tinha planejado ou falar efetivamente do mangá Hellsing, mas, no fim, escolhi MeruPuri, um dos trabalhos da minha mangaka favorita: Matsuri Hino.

(e também parece que eu só sei falar de coisas de Terror, então estou aqui para comprovar que também tenho coração)

Fiquei repassando na memória os mangás que mais me marcaram desde que comecei a ler. Quando era bem nova, uns 8 ou 9 anos, comecei com .Hack// – que até hoje é uma das histórias que mais gostei – que peguei da amiga da minha irmã quando estávamos viajando juntas em um verão. Daí, sempre peguei mangás emprestados com ela: Nana, Chobits, Zettai Kareshi, Death Note, Doors of Chaos (esse eu amo e tô esperando um final ATÉ HOJE), Claymore… E li outros por conta própria, como Valkyrie Profile, Camelot Garden, Rurouni Kenshin, InuYasha, Sailor Moon, Hellsing e mais um monte que não lembro e precisaria ver uma lista, pra ser sincera!

(aliás, preciso mesmo fazer uma lista de mangás que já li pra não esquecer)

De todos esses, porém, fiquei extremamente apegada a um em específico: MeruPuri – Märchen Prince. Por amar demais a história e o traço maravilhoso da autora, comecei a pesquisar mais os trabalhos dela e acabei lendo Vampire Knight, Wanted e uma parte de Captive Heart. Então, Matsuri Hino se tornou a minha mangaka favorita.

Mas nada se compara ao impacto que MeruPuri teve em mim quando era só uma estudante colegial que queria escapar daquela vida monótona e viver grandes aventuras. Junto com Aili e Alam, consegui dar grandes risadas e passar pelas mesmas desventuras que eles, ficando com o coração quentinho ao final!

Passageiros, fiquem prontos, pois hoje o nosso trem lunar parte com destino ao Reino de Aster, para conhecer esse romance que, de primeira, não tem nada de romântico!

MeruPuri: Uma História Não Convencional Sobre Romances e Príncipes Encantados!

Capa do Mangá (fonte da imagem: blog bbm)

A nossa aventura começa com Aili Hoshina, uma garota pacata de 15 anos que vive sozinha – pois seus pais estão viajando pelo mundo e seus avós, apesar de morar no mesmo conjunto que ela, têm rotinas diferentes – e sonha com o casamento perfeito. Acreditando em coisas como destino e almas gêmeas, quer viver um romance ideal no sentido mais caseiro que pode ser: com um marido destinado a encontrá-la, que a trata com amor e gentileza, sendo atencioso com os filhos, que não liga para coisas grandes e caras, procurando algo mais simples em que ambos possam ser simplesmente felizes e suficientes um no outro.

(esse é o momento que eu estou encarando a mim mesma e pensando “minha nossa, hoje em dia no auge dos meus vinte e poucos anos, cá estou eu com as mesmas expectativas de relacionamentos que a Aili”)

Apaixonada e influenciada pela novela Casamento no Campo, Aili acredita que esse tipo de vida pacata e idílica poderá ser vivida com o seu colega e representante de sala, Nakaooji: sempre tratando-a com delicadeza, gentileza, ouvindo as ideias dela com atenção e simpatia, Aili nota, como vice-representante, como ambos realmente seriam um casal perfeito.

Tudo isso, porém, vira de ponta cabeça quando a garota, ao sair para a escola, deixa cair na rua um espelho em forma de septagrama – uma estrela de sete pontas – que era uma herança antiga de sua família. Voltando correndo para pegar o espelho, ela encontra um menino de 8 anos, completamente perdido em roupas bem estranhas, segurando o espelho e olhando para ela.

O que Aili perdeu no rolê, entretanto, é que o moleque literalmente saiu de dentro do espelho.

Aili e o moleque do espelho (fonte da imagem: blogspot)

Com dó do menino perdido, Aili o leva para casa após a aula para ajudá-lo a encontrar sua família. Bom, conversa vai, conversa bem – não quero das muitos spoilers, porque essa história é muito boa para tirar as primeiras impressões de tudo que acontece nela – o menino se chama Alam, é completamente mimado e mandão, mas Aili não é bolinho também e dá umas boas e merecidas broncas nele, tratando-o como deve ser tratada uma criança normal. Isso deixa uma impressão muito boa em Alam, que nunca tinha sido tratado dessa maneira antes.

E por que isso é importante?

Bom. Alam é, na verdade, Aster-ae Daemonia Eucaristia Alam: príncipe do reino mágico de Aster, local que só pode ser acessado através de passagens mágicas – como o espelho que Aili ganhara de sua ancestral.

Fugindo de um feitiço lançado por seu irmão, Jeile – já que ambos têm uma rixa interminável um com o outro – Alam tentou escapar às pressas para o primeiro local ao qual conseguisse se transportar, curiosamente atravessando o espelho de Aili. O feitiço que Jeile tentou jogar nele, porém, é um mistério.

Bom, até o dia seguinte.

Se eu morria acordando com isso? Mas com certeza (fonte da imagem: corvux)

Dormindo abraçada com o pequeno Alam – por ter caído da cama, porque né, quem precisa ser uma princesa – Aili acorda com um cara de 18 anos ao seu lado que notam ser Alam. Ou seja, o feitiço que o tonto do Jeile lançou nele o faz envelhecer quando está no escuro e tomar a aparência de um adolescente de 18 anos.

E é aí que a bagunça começa.

Pelo espelho da garota, surge mais uma pessoa: Hezekiel Lei-Ripli (que é um eterno poker face, mas nossa, eu amo de paixão). Pajem de Alam, cuida para que o garoto sempre cumpra com seu dever de príncipe e inclusive o ajudou em sua fuga. Vendo o resultado do feitiço, concordam que o melhor é que Alam fique durante um tempo sob a proteção de Aili até que Jeile seja parado.

E como fazer Alam voltar ao normal? Muito simples: com um beijo da sua princesa amada. E ele elege ninguém mais, ninguém menos que Aili como princesa amada. A garota fica aterrorizada – afinal, tinham acabado de se conhecer, como ele podia elegê-la assim do nada? – por vários motivos: primeiro, a diferença de idade de ambos e, segundo, por aquele não ser o romance pacato e idílico com o qual ela sempre sonhara.

Aili é bem clara com o fato de que ela não queria uma vida de princesa: ao invés de um caro anel de noivado, queria uma coisa simples e que significasse algo para o casal. Ao invés de uma vida cheia de luxos, queria uma casa no campo com crianças brincando no jardim e um marido atencioso.

O que ela recebeu, porém, foi um príncipe mimado que invadiu sua vida e agora falava que ela era o amor da vida dele.

Eu entraria em pânico também.

Já sabem o que podemos esperar, não? Alam tentando viver como adolescente em um mundo normal sem nada de magia, Aili tentando ensinar coisas da vida normal para ele, Nakaooji suspeitando quando o pequeno Alam aparece completamente territorial com Aili e ela fala que o menino é só um parente, a garota entrando em pânico porque Alam realmente quer competir com Nakaooji pelo amor dela (só que né, ele é um moleque chato de 8 anos e Nakaooji um garoto de 15, imagina o caos) e inúmeras intrigas na família real de Aster.

O famoso beijo da princesa (fonte da imagem: whicdn)

O que começa só com Aili tentando esconder aquela maluquice que adentrou sua vida de seus colegas de escola, acaba se transformando em algo muito maior quando ela mesma acaba transportada para o reino de Aster e descobre que, depois de tanto tempo convivendo, Alam realmente é o amor da vida dela.

(e para quem está surtando com a idade: a autora conseguiu dar uma volta nisso com o fato de que as pessoas em Aster vivem literalmente MUITO tempo: mais até que o Aragorn em Senhor dos Anéis. Então a diferença de 7 anos entre ambos não é nada, já que nem uma diferença de 100 anos em Aster é uma coisa tão gritante)

Não quero dar muitos spoilers sobre a história, pois o legal é ir acompanhando e ver o que acontece, dando risada com os vários momentos cômicos e sofrendo junto com Aili quando inúmeras reviravoltas acontecem.

Mas posso dizer que a Aili indo determinadíssima para casa a fim de esconder suas fitas de “Casamento no Campo” quando Nakaooji e outras pessoas da escola iriam para lá a fim de fazer um trabalho é exatamente como eu fico tentando sumir com as evidências de que Boys Over Flowers é uma das melhores coisas que eu já assisti na minha vida.

Temos diversos outros personagens, como Razu – outro príncipe, primo de 2º grau de Alam que tem raiva “gratuita” de Aili até descobrirmos seus motivos – Maruru – a linda fadinha que vive com Jeile e compartilha uma fita de cabelo com ele, para que ela consiga ter energia para sobreviver – o próprio Jeile – que passa de “vilão” para um pastel que se “apaixona” por Aili, e por todo rabo de saia que passa na frente dele na real, e será futuro Rei de Aster – Lei – que tem um papel neutro e muito importante na história – Mariabel – que é insuportável, mas a princesa e noiva legítima de Alam, escolhida por seus pais – Crisnelle – a ancestral de Aili que fugiu de Aster por seu amor verdadeiro – e a mãe de Alam, Rainha de Aster – que é o capeta em forma de gente, não há nada que mude minha opinião.

MeruPuri vale muito a pena, tanto pela arte, quanto pelos personagens, desenvolvimento da história e um final que é mais do que digno para essa aventura – que irá te deixar com um enorme sorriso no rosto e o coração quentinho. Definitivamente, um dos mais belos contos de fadas.

“Ele gentilmente pressionou os lábios nos meus. Eu posso responder a isso agora. Eu te amo… Meu coração está sufocando com todas essas emoções acumuladas, Alam” (fonte da imagem: zerochan)

Leia o Mangá!

Acho que uma das melhores coisas é comprar o mangá e apreciar uma história que se pode guardar para sempre! Mas, MeruPuri é um mangá antigo e não sei se é muito fácil de encontrar – além de que nem todo mundo tem o dinheiro para comprar todos os volumes.

É uma série pequena, com 4 volumes. Vou deixar alguns sites em que você pode ler online. Sem desculpas para não aproveitar essa história maravilhosa, hein!

Yes Mangás

Manga Hostz

Aliás, para quem gosta de mangás/animes, eu e a Hekate já escrevemos sobre alguns! Vou deixar os links abaixo para darem uma olhadinha!

Sailor Moon e a Lenda do Coelho da Lua

No Game No Life – O Jogo Está Apenas Começando!

A Voz Do Silêncio – Koe No Katachi e a Aceitação de Pessoas Diferentes

Conhecida na Lua como Artemis, meu nome aqui na Terra é Kadine. Considero que sou de Serra Negra – sou ariana com ascendente em escorpião. Interessada em tudo que é artístico, tenho um fraco para pesquisar coisas obscuras! Desbravadora de museus, compro mais livros do que consigo ler, interessadíssima em outros idiomas e culturas, colecionadora de chás e canecas, escritora nas horas vagas e gamer noturna para passar raiva com invader em Dark Souls (e relaxar com Devil May Cry ou Resident Evil).