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Luneteca: Se Houver Amanhã, Tracy e Sidney Sheldon!

Sinceramente, eu não sei como esse post vai ficar. Não sei se consigo produzir alguma coisa sobre meu livro e autor favoritos sem parecer uma fã emocionada, então, antes de começarmos, já me desculpo por qualquer momento que eu me empolgue demais.

Meu autor favorito é ninguém mais, ninguém menos, que: Sidney Sheldon (já quero rasgar seda, help). E meu livro favorito de todos é de autoria dele, e se chama ‘Se Houver Amanhã’.

Para quem não sabe, esse título é um dos maiores sucesso do ‘Sid: garantiu para ele milhares de cópias vendidas, muitas edições e até mesmo uma mini série muito boa por sinal, pelos comentários que andei lendo, internet afora, pois, não tive o prazer de assistir e não achei lugar nenhum pra isso – nos anos 80, que inclusive, foi transmitida pela rede Globo.

Talvez – e só talvez! – o fato de eu ser duplamente escorpiana ajude na eleição desse enredo como meu favorito; afinal, é um livro que fala sobre injustiça, força e vingança (tem uns machos escrotos se lascando também). E como há uma mulher que foi vítima de um golpe – se é que podemos chamar a armação que fizeram para ela de golpe – e presa injustamente, com muita garra, o sentimento de vingança que só cresceu dentro dela fez com que ela fizesse o que julgou que nenhuma justiça faria.

(Os privilégios retratados no livro são os mesmos que ainda rondam todo o planeta, e, enfim, não vou me prolongar muito na minha indignação quanto a isso.)

Vamos embarcar nesse trem, com destino a esse grande autor e essa obra magnífica e entender mais sobre essa história que nos prende do começo ao fim.

Senhoras e Senhores, Sidney Sheldon

Momentos antes do surto, respirem e inspirem comigo; agradecida!

Escritor e roteirista Sidney Sheldon (fonte da imagem: wikipedia)

Sidney Schechtel, mais conhecido por Sidney Sheldon, foi um escritor e roteirista norte americano. Nascido em 11 de fevereiro de 1917 em Chicago, começou sua vida no mundo das artes, sendo roteirista e criador de filmes, além de algumas séries de televisão. Depois de muitos trabalhos por Hollywood, conseguiu um emprego em um dos maiores estúdios da época, e que ainda é enorme na atualidade, o 20th Century-Fox.

Nos estúdios da subsidiária da The Walt Disney Studios, ele foi criador de muitos conteúdos; e, depois de adquirir boa experiência com os programas para a TV em sua carreira, criou uma das séries mais famosas e queridas das famílias – pelo menos das que eu conheço aqui pelo Brasil.

Poster de Jeannie é um Gênio (fonte da imagem: pinterest)

Jeannie é um Gênio teve cinco temporadas entre os anos de 1965 a 1970, mas passou por muitos anos na TV, sendo sucesso por gerações.

(Todas nós, aqui pelas terras lunares ficamos chocadas com essa informação, que, por mais que ele seja meu autor de livros favorito e esse seja um programa de televisão ao qual assistimos muito aqui em casa, não fazíamos a mínima ideia de que esse talento de ser humano tinha sido o criador)

Fora das telinhas – porém nem tanto assim, já que algumas de suas obras se transformaram em filmes e minisséries – está ativo no livro dos recordes como escritor mais traduzido no mundo todo, com 18 Romances – e mais: todos eles alcançaram a lista de mais vendidos pelo The New York Times (ok, eu não li todos, mas todos os que eu li mereceram mesmo estar na lista dos mais vendidos). Os romances totalizam mais de 300 milhões de cópias vendidas, com traduções para 51 idiomas, distribuídos em cerca de 180 países. Sucesso demais!

Além dos 18 romances publicados, ele assina ainda 250 roteiros para a televisão, 6 peças para a Broadway e 25 filmes – 8 de seus livros se transformaram em minisséries de sucesso nos Estados Unidos.

Cena de The Patty Duke show, um dos primeiros programas de sucesso de Sidney Sheldon para a televisão nos anos 60 (fonte da imagem: Google)
Capa da segunda edição lançada no Brasil do primeiro livro que Sidney Sheldon publicou (fonte da imagem: Amazon)

O mais engraçado de toda essa história – e o que provavelmente faria com que esse post não fosse escrito – é que enquanto ele trabalhava na televisão, não tinha nenhuma pretensão de escrever nenhum livro (sim, isso mesmo, não teria essas obras incríveis entre nós) mas tudo mudou em 1969, quando foi juntando algumas ideias e em 1970 lançou ‘A Outra Face’, seu primeiro livro.

Mesmo depois de sua morte – aos 89 anos, em 2007 – suas obras continuam vivas e fazendo muito sucesso – eu mesma, só o conheci depois de sua morte; salvo, claro, por Jeannie é um Gênio, que eu não sabia que era de sua autoria. E isso só mostra o quão de qualidade seus livros e produções são.

Não vou conseguir colocar todas as coisas incríveis que Sidney produziu durante todos esses anos, mas aqui está a lista de todos os livros que publicou, e como dica especial, eu, Hekate, recomendo fortemente a leitura de pelo menos um desses títulos.

  • A Outra Face (1970)
  • O Outro Lado da Meia Noite (1974)
  • Um Estranho no Espelho (1976)
  • Linha de Sangue (1977)
  • A Ira dos Anjos (1980)
  • Mestre do Jogo (1982)
  • Se Houver Amanhã (1985)
  • Capricho dos Deuses (1987)
  • As Areias do Tempo (1988)
  • Memórias da Meia Noite (1990)
  • O Reverso da Medalha (1991)
  • As Estrelas Cadentes (1992)
  • Nada Dura para Sempre (1994)
  • Manhã, Tarde e Noite (1995)
  • O Plano Perfeito (1997)
  • Conte-me Seus Sonhos (1998)
  • O Céu Está Caindo (2000)
  • Quem Tem Medo do Escuro? (2004)
  • O Outro Lado de Mim (2005)
Todos os títulos traduzidos para português (fonte da imagem: mlstatic)

Se Houver Amanhã, Tracy e a Sua Vingança Extraordinária

Dividido em três partes, Se Houver Amanhã é um livro publicado no ano de 1985 e tem uma das personagens principais mais marcantes (e essa não é só a minha opinião) desse autor que vimos o quão maravilhoso é. Ela é forte, decidida e extremamente inteligente.

Algumas capas das edições que o livro Se Houver Amanhã foi publicado aqui no Brasil (fonte da imagem: literalmenteuai)

Com a sinopse: “A vida da jovem Tracy Whitney muda drasticamente quando, vítima de uma ação criminosa, ela é condenada por um crime que não cometeu. Rejeitada pelo homem que amava e abandonada à própria sorte, Tracy se vê sozinha em um mundo violento e sombrio. Depois de cumprir pena e ter de volta sua liberdade, ela só tem um objetivo: vingar-se dos homens que a colocaram injustamente na prisão. Para isso, ela se torna uma expert em disfarces e especialista em aplicar golpes em empresários inescrupulosos. Mas seus planos podem ir por água abaixo quando o destino coloca em seu caminho um poderoso rival, Jeff Stevens, um irresistível trambiqueiro.”

Já nos instiga sobre o quão legal esse enredo pode ser, mas a magia acontece mesmo quando abrimos o livro e logo no primeiro capítulo a história nos prende e ficamos curiosos quanto ao que vai ser da vida de Tracy dali para frente.

A primeira parte do livro é um drama – e nesse momento colocamos alguns personagens na lista de quem não vamos gostar durante o resto da história.

Tracy é uma mulher que tem um emprego bom, um noivo rico e amoroso, está grávida e prestes a entrar em um mundo de riqueza e glamour, mas tudo vai por água abaixo quando tem notícias de que sua mãe tirou a própria vida, por não aceitar que perdeu tudo o que tinha para um mafioso.

A gente pensa nesse estágio que, tudo bem, ela fica extremamente triste – porque é um momento de tristeza e até mesmo revolta, pois para a mais velha ter chegado a esse ponto, as coisas foram tensasmas não: Tracy em um momento de inocência – ou burrice – vai atrás de quem fez com que sua mãe tomasse essa decisão, armada, e cai em um golpe criminoso, sendo acusada de um roubo e um assassinato que ela não cometeu.

A segunda parte do livro retrata nossa protagonista sendo condenada por 15 anos. Na cadeia, além de sofrer pela injustiça e pelo abandono do noivo, ela ainda passa por algumas situações horríveis, como assedio, abuso e agressão por outras detentas, acarretando um aborto espontâneo, uma alimentação ruim e todo aquele perrengue de pessoas em penitenciarias.

Durante a estadia por lá, ela começa a perder a inocência – ou a burrice – e se torna uma mulher forte. Começa a bolar um plano de vingança a todos os envolvidos não só em sua prisão, como tudo o que aconteceu para que a vida dela, que de início parecia perfeita, em tudo aquilo de ruim que estava passando.

Já na terceira parte (que sim, é a minha favorita) é a hora da de colocar o plano de vingança em prática. Depois de cumprir sua pena, ela vira uma golpista para conseguir seguir seu plano, só que não esperava cruzar com Jeff Stevens – que não estraga seus planos – mas deixa tudo ainda mais interessante, com joguinhos de interesse e uma paixão que nenhum dos dois esperava naquele momento.

Esse foi o primeiro livro que li do Sidneyeu ainda estava no colégio, então faz muitos anos – e se transformou no meu livro preferido desde então. Depois, li mais alguns títulos dele e me apaixonei pela forma de escrita. O jeito com que devoramos cada página e sempre queremos saber o que vai acontecer a seguir – e não querer que acabe ao mesmo tempo – acho que essa é a graça de tudo.

A Minissérie Para a TV

Chamada da minissérie aqui no Brasil, transmitida pela Rede Globo

Um sucesso – como tudo que Sidney Sheldon toca – o Best Seller  virou série para a TV, que inclusive foi transmitida pela Rede Globo, nos anos 80. Bem como o livro, a série (que infelizmente eu não tive a honra de assistir, mas vi várias recomendações e resenhas boas sobre) é fantástica, prende a atenção e envolve o espectador.

Disso, nós, fãs do trabalho desse homem, não tínhamos a menor dúvida.

Estrelando Madolyn Smith, Tom Berenger e David Keith, foi dirigida por Jerry London e possui três episódios, sendo uma boa adaptação – segundo as pessoas que leram o livro e assistiram a minissérie.

Foto de uma cena da série, mostrando nossa personagem principal, Tracy (fonte da imagem: cloudfront)

Claro que nem tudo que está no livro foi mostrado – até porque colocar 512 páginas em três episódios de uma minissérie não é o suficiente para todos os mínimos detalhes. Então, por isso, mais uma dica nesse post: se você só assistiu ao programa de televisão e se gostou, ou não, e se não assistiu também, leia o livro, entenda cada detalhe da trama e se apaixone, assim como eu, por essa obra tão, tão boa. 

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Oi, eu sou a Gabriela, mais conhecida por aqui como Hekate. Nascida e criada em São Paulo, duplamente escorpiana, apaixonada por tudo ligado à cultura pop e, às vezes, não tão pop assim. Comédias românticas, livros do Sidney Sheldon, playlists e músicos undergrounds, kpop e o Corinthians são minhas maiores paixões. Aspirante a chef de cozinha e escritora, amante de chás e de abraços.