Luneteca

Made In Abyss, sejam bem vindos ao Abismo!

Para a semana dos quadrinhos aqui no Lune Station, resolvi falar sobre um que eu gostei muito de conhecer, com personagens infantis, e super fofos, é cheio de aventuras e coisas mágicas e vendo somente a capa ou ALGUMAS ilustrações dos mangás, você pode pensar que é algo leve e fofo para passar o tempo.  É, realmente esse não é o caso aqui.

E essa dualidade do visual com o enredo que deixa as coisas ainda mais interessantes – eu mesma gosto disso, parece que a gente se apaga mais aos personagens, e ok, isso pode impactar um pouco nossos sentimentos quando algo ruim acontece rs.

Made In Abyss, como o nome já sugere, tem seu cenário principal em um abismo! Isso, você não leu errado. Uma aventura dentro de um abismo, que tem níveis diferentes de magia, uma saga em busca de outras pessoas e de si mesmos.

Bora conhecer mais sobre esses personagens e esse abismo?

Os Criadores.

Com ilustração e escrita de Akihito Tsukushi, Made In Abyss tem um traçado que lembra bastante os jogos de RPG. 

Akihito Tsukushi – Fonte da imagem: Funnyjunk

Tsukushi de 41 anos, nasceu em Sagamihara, Kanagawa, Japão. E antes de produzir essa obra trabalhou em uma empresa de jogos – Konami – por pelo menos 10 anos.

Começou a desenhar – ainda no ensino médio – onde tentava aperfeiçoar seus traços em criaturas repletas de verrugas, pois queria muito que as verrugas saíssem o mais realista possível. Nesse mesmo período teve contato com um amigo da escola que desenhava coisas fofas, e daí ele passou a adotar esse estilo que hoje está nos desenhos que ele fez para Made in Abyss.

Capa do primeiro volume do mangá – Fonte da imagem: Amazon

O mangá foi Inicialmente serializado na revista online Web Comic Gamma, o título foi posteriormente compilado em volumes tankōbon pela editora japonesa Takeshobo. O sucesso da série garantiu a nomeação ao prêmio da 11.a edição do Grande Prêmio de Mangá (Manga Taisho). E no Brasil, foi traduzido e comercializado pela editora NewPOP.

Sejam Bem Vindos Ao Abismo!

A história segue uma jovem órfã, Riko, que mora no Orfanato Belchero na cidade de Orth – ela tem o desejo de seguir os passos de sua mãe e se tornar uma White Whistle (é uma característica marcante para os poucos Delvers que têm permissão para mergulhar além da 5ª camada do Abismo). 

Reg e Riko – Fonte da Imagem: WordPress.com

Riko encontra e vira amiga de um robô humanóide chamado Reg e depois que um balão das profundezas do Abismo chega à superfície contendo páginas de descobertas feitas por Lyza (mãe de Riko), além de uma mensagem para a garota informando que ela está esperando no fundo do Abismo. Ela e Reg, resolvem então descer pela grande cratera na esperança de encontrar sua mãe. 

O abismo nada mais é que uma cratera numa ilha perdida, descoberta há cerca de 1900 anos – de origem e profundidade desconhecidas – ao redor das ilhas do oceano meridional de Beolusk. Possui um ecossistema único, onde se encontram os restos de uma civilização antiga – mas avançada.

Muitos desafiaram o misterioso Abismo, perseguindo incontáveis ​​tesouros escondidos e relíquias de muito valor. Muitos são caçadores de tesouros em busca de artefatos, enquanto outros são exploradores determinados a desvendar os segredos que o lugar esconde. Para explorar, valentes invasores da caverna chamados Delvers (também conhecido como Cave Raiders, é um termo geral para se referir a aventureiros que mergulham fundo no Abismo para explorá-lo a fim de desvendar seus segredos) apareceram, e a cidade de Orth foi estabelecida na beira do Abismo.

O Abismo ainda contém muitas camadas que nunca foram vistas – por serem muito perigosas e que desafiam o bom senso com criaturas sobrenaturais adaptadas ao ambiente único – esses são os principais obstáculos para os exploradores avançarem camada por camada, fora os encantamentos e a Maldição do Abismo.

Por todo o Abismo, há um campo de força misterioso que atua como sua principal fonte de energia. Força essa que transporta nutrientes – produz luz e sustenta a vida, como o próprio sol – e mesmo que esteja presente em todos os lugares, parece ser mais presente quanto mais perto se chega do centro. As criaturas mais selvagens e perigosas são frequentemente encontradas onde o campo de força prevalece mais, e os ramos da vegetação sempre apontam para o centro do buraco – pois essa energia é a principal fonte de energia para passar pela fotossíntese.

Os Delvers usam esse fato para se orientar quando estão perdidos. O campo de força é invisível a olho nu – mas pode ser detectado como uma névoa vaga que limita a visão dos humanos – ele também está em constante movimento, acompanhando a consciência dos seres vivos. Existem alguns pontos específicos no Abismo, geralmente longe do centro e em áreas isoladas, onde o campo de força não existe ou é extremamente fraco.

Riko e Reg – Fonte de imagem: WordPress.com

O grande buraco também parece ter alguma forma de distorção do tempo. Isso é evidente pelo fato de quanto mais se aprofunda – mais a sensação de tempo se quebra – com o efeito se tornando extremo a partir da 5ª camada. 

Embora o Abismo seja crivado de incontáveis ​​perigos e obstáculos, um dos maiores desafios que os Delvers enfrentam é – na verdade – a ascensão dele. Isso se deve a um fenômeno chamado Maldição do Abismo. O termo se refere a uma série de sintomas que se manifestam ao prosseguir dentro do Abismo. Os efeitos da Maldição se manifestam depois de descer mais ou menos 10 metros dentro da cratera, e não há como evitar que coisas ruins aconteçam, por meios convencionais. 

A maldição afeta todas as coisas vivas; no entanto, as criaturas que vivem no lugar desenvolveram maneiras de sentir seu fluxo e evitá-lo.

Quanto mais fundo se explora, mais fortes são os sintomas. No começo são tonturas e náuseas e gradualmente aumentando para dores intensas por todo o corpo, perda dos sentidos e até morte. Isso torna a viagem de volta do Abismo extremamente difícil! 

Não é difícil para Delvers morrer no caminho de volta à superfície. Particularmente, a maldição da 6ª camada “perda da humanidade ou morte” torna a viagem de retorno fisicamente impossível para os humanos. Claro que sempre tem um ou outro que conseguem voltar, e alguns lugares onde a maldição (que se manifesta quando as pessoas entram no campo de força do abismo) não existe, ou se manifesta de maneira mais branda.

Reg e Riko – Fonte da imagem: Trecobox

Conheça Mais Sobre o Abismo.

Acho que já fomos fundo demais nesse abismo, não é mesmo? Quer saber mais sobre Made In Abyss? Leia os mangás, atualmente composto por 9 volumes e são encontrados pela editora NewPOP.

E assistam também ao anime que tem uma temporada de 13 capítulos, em: https://www.amazon.com/MADE-IN-ABYSS-Season-1/dp/B073S2612X

E também escutem a trilha sonora que é uma das melhores que eu já ouvi na vida

Álbum 1: https://open.spotify.com/album/5oEzjkSYSfC0ITRiqK6m8l?si=k2UQru44RCmi_UBH6eUU-w

Álbum 2: https://open.spotify.com/album/1TthaG13NwDGzOx638fo4w?si=bEoZrFPvT1aOFxQ9UjnrOQ

É isso, espero que tenham gostado, até o próximo post. Leiam todas as nossas recomendações dessa semana.

Oi, eu sou a Gabriela, mais conhecida por aqui como Hekate. Nascida e criada em São Paulo, duplamente escorpiana, apaixonada por tudo ligado à cultura pop e, às vezes, não tão pop assim. Comédias românticas, livros do Sidney Sheldon, playlists e músicos undergrounds, kpop e o Corinthians são minhas maiores paixões. Aspirante a chef de cozinha e escritora, amante de chás e de abraços.