Pipoca Lunar

Pipoca Lunar: Alice in Borderland Review

Konnichiwa! Passageiros do Lune Station. O trem de hoje irá para terras japonesas em um universo totalmente alternativo.

Você ouviu falar de “Alice in Borderland” ou “Imawa no Kuni no Arisu”? 

Ainda não? Pois o trem irá levar a mim, Sel, e vocês para essa jornada incrível hoje! 

Eu tinha um post totalmente diferente programado para essa semana, mas acabei assistindo essa série nova que a Netflix lançou e senti necessidade de fazer uma review sobre ela, aproveitando que no sábado saiu a review sobre o Game Awards que a Art fez com muito carinho: deixarei aqui caso vocês não tenham lido ainda – link aqui

Vamos lá?

Fonte da imagem: ready steady cut

Alice in Borderland – Sobre a Série

Alice in Borderland ( Imawa no Kuni no Arisu ) é um mangá de suspense japonês escrito e ilustrado por Haro Aso. Foi serializado na revista Shogakukan ‘s Shōnen Sunday S de novembro de 2010 a março de 2015, e posteriormente transferido para Weekly Shōnen Sunday em abril de 2015 e concluído em março de 2016.

Alice in Borderland foi adaptada para uma animação em vídeo original (OVA: São filmes e séries japonesas feitos especialmente para lançamento em formatos de vídeo doméstico sem exibições anteriores em na televisão ou no cinema, embora a primeira parte de uma série OVA possa ser transmitida para fins promocionais) em 2014

Uma série live-action produzida pela Netflix, dirigida por Shinsuke Satō, estreou em dezembro de 2020e exatamente sobre essa história doida que vamos falar.

Fonte da imagem: protocolo xp

A história começa com Arisu, Karube e Chōta, um trio de desocupados, mas muito unidos por uma forte amizade. Os três são amigos desde o ensino médio e são entediados com suas vidas atuais: Arisu – pelo menos na live-action – é um gamer desempregado que largou a faculdade e de família com boas condições, na qual o irmão se gaba por ter um emprego e vida por conta dele mesmo, assim como o pai – que, depois que a mãe de Arisu morreu, apenas tem bons olhos com seu filho mais velho.

Sei que na série Arisu sai de casa em um dia quente de Tóquio e comemora com seus amigos o dia de sua “independência“, causando um tumulto pequeno, vendo logo em seguida fogos de artifícios pelo céu. Com o tumulto, correm para o banheiro da estação de trem de Shibuya e logo depois a luz se apaga.

Sem uma explicação plausível, os três (Arisu, Karube e Chōta) se encontram em uma estranha e vazia Tóquio. Eles foram transportados para um mundo paralelo, ou talvez uma fenda do tempo os levou a uma Tóquio completamente diferente onde não havia pessoas e nem mesmo energia.

Aparentemente, uma Tóquio pós-apocalíptica onde pessoas precisam participar de jogos perigosos para sobreviverem. As únicas fontes de energia, até então, seriam dos telões que indicam as arenas de jogos, as próprias arenas e dos celulares indicados nas mesmas para cada jogador.

Tudo isso apenas é explicado após entrarem em um prédio denominado como uma das arenas, no qual encontram uma mulher que lhes diz que eles já “entraram no jogo” a partir do momento que passaram a barreira de lasers – que lhes impede de sair dali sem serem mortos antes de terminarem o jogo. Depois de terminar, ela revela a eles que, em Borderland, eles devem continuar os jogos para obter “vistos” e sobreviverem naquele mundo de alguma forma.  

Histórias como a de Arisu, Usagi, Chapeleiro, Aguni, entre outros personagens, nos deixam bem curiosos sobre como a trama segue e deixando aquela pulguinha atrás da orelha com cada um dos personagens – afinal, você nunca sabe em quem confiar.

(Confiem na Usagi, ela é uma baita de uma mulher que coloca qualquer um que ameace ela para correr, protagonista maravilhosa! Precisava dizer)

(E nota da Artemis enquanto edita esse post: Karube é um maravilhoso, rei do bom senso no começo do rolê. Merece amor, é isso)

Fonte da imagem: fuera de series

O elenco é composto por nomes muito conhecidos no mundo cinematográfico japonês como: 

  • Kento Yamazaki – Que interpreta Arisu, é conhecido por seus personagens na série live-action de Death Note como “L”, e principalmente como Kakeru em Orange
  • Tao Tsuchiya – Que interpreta Usagi, é conhecida também por sua personagem principal, Naho, junto a Kento em Orange e vários outros filmes e dramas que protagonizou – incluindo também para sua lista a participação no clipe de “Alive” da cantora Sia. Devido a uma grande atenção ao vídeo que Sia lançou especificamente do Japão, “Alive” alcançou o primeiro lugar na Billboard Japan Hot 100 em março de 2016;
  • Ayame Misaki – Que interpreta Saori Shibuki, tem uma longa lista, já que sua carreira começou em 2005 – ela começou com capas de revistas, debutando em 2006 em sua primeira série de tv. 
  • Dori Sakurada – Que interpreta Niragi, é mais conhecido por seu papel de Ryōma Echizen da terceira geração Seigaku nos musicais de The Prince of Tennis, também é conhecido por seus personagens em Good Morning Call e Orangesim, muitos atores de orange no mesmo elenco;
  • Nijiro Murakami – Que interpreta Chishiya, tem uma carreira mais recente que os outros, mas muito bem reconhecida – além de ter pais igualmente talentosos no ramo – e levou diversos prêmios que reconheceram seu talento na atuação – incluindo sua narração em Isle of Dogs (2018), filme estadunidense de Wes Anderson;
  • Keita Machida – Que interpreta Karube, debutou como ator em 2011, mas antes disso se tornou dançarino, sendo selecionado como candidato a membro de GENERATIONS – mas, no mesmo ano, lesionou a panturrilha direita, dando uma pausa em sua carreira para se recuperar. Em fevereiro, deixou GENERATIONS e se incorporou novamente a Gekidan EXILE para concentrar-se em sua carreira de ator; 
  • Tsuyoshi Abe – Que interpreta Kuzuryū, ficou muito popular por seu papel de Mimasaka Akira na live-action de Hana Yori Dangominha versão favorita do Dorama!
Fonte da imagem: esto tambien es

Sem muito spoiler a respeito, a série tem 1 temporada que estreou agora, no dia 10 de Dezembro, com 8 capítulos de, mais ou menos, 40/50 minutos cada.

Eu simplesmente vi em apenas um dia – não foi nada cansativo: sinceramente, não conseguia parar de assistir de tanto que me prendeu.

Cada episódio te leva a pontos diferentes da história, mostrando não apenas os jogos, mas também revelando aos poucos sobre o mistério do que aconteceu com as pessoas ou porque eles foram parar ali – além da história de cada um, mostrando também como haviam personagens perturbados com sua antiga realidade e que adotaram uma nova personalidade na nova realidade, como o último boss da milícia que vocês conhecerão ao ver a série.

Um pouco bizarro de ser dito isso, mas nós estamos passando por um momento bem “parecido” – já que o ano, foi um ano de quarentena e uma nova “normalidade” também nos foi implantada. 

Além de que, vendo outras reviews e críticas, muitos disseram que sim: a série leva em consideração a temática de anime, que todos são personagens muito bem produzidos por seus atores, incluindo também cenários – ainda me perguntando como fizeram as cenas de uma Tóquio vazia – entre outras características. Mas, é claro, isso fica na consideração de vocês. 

Fonte da imagem: esto tambien es

O final aberto e sugestivo nos leva para uma futura segunda temporada! – NETFLIX FAÇA O FAVOR DE RENOVAR! Não me decepciona!

O mais legal durante a série é que ela te intriga também com as escolhas de nomes e características. O mangá/anime e a série são basicamente uma releitura de Alice no país das maravilhas.

Fonte da imagem: o quarto nerd

Com Arisu como principal (quando você fala devagar remete ao nome Alice) e Usagi no personagem do coelho branco, além daquelas que já demonstram a semelhança com os personagens em nome e personalidade – como o Chapeleiro ou até mesmo as cartas de baralho que surgem durante os jogos e são muito importantes.

(Um foco especial nas de copas, sendo essas as mais traiçoeiras, manipuladoras e mortais – isso lembra alguma coisa em Alice no País das Maravilhas? Se você lembrou da Rainha de Copas, você acertou!)

Os jogos, em geral, colocam em prova a capacidade mental não apenas dos personagens, mas também de quem está assistindo – assim como me deixou agoniada nas partes em que se tratavam de jogos físicos – e, além disso, mostra amizade entre os personagens e o sacrifício de cada um.

Fonte da imagem: the envoy web

Ainda que o nível de violência em Alice In Borderland não seja recomendado para um público grande, a série prende muito a atenção do telespectador – principalmente para aqueles que são seguidores de mangás e animes, ou que curtem a cultura japonesa em geral.

Mas não é apenas isso: a história e os pontos dela não impedem de que uma pessoa que não conheça nada a respeitotanto do mangá quanto do anime ou até mesmo da cultura japonesa, se envolva. Pelo contrário: a trama fantasiosa e de suspense faz com que um novo público seja alcançado justamente por isso. 

Disclaimer: A série traz um nível baixo de nudez e um pouco mais alto de violência – não é recomendado para todas as idades. 

Trailer da série

Para terminar, gostaria de falar que a série pode ser encontrada na Netflix, e aqui na Irmandade da Lua esperamos com muita ansiedade uma renovação – já que eu e Hek já terminamos de assistir e Art está no mesmo caminho. 

Se você assistiu por causa dessa recomendação ou se você já tinha assistido antes de ler o post de hoje, nos conte o que achou sobre a série! Deixe seu comentário abaixo, nós adoraríamos saber sua opinião!

Fonte da imagem: mix de séries

It’s Lay time!!! Eu sou a Laysa, mais conhecida neste espaço como Selene. Nascida no interior de São Paulo e criada em diversos lugares. Aquariana – sim, lidem com isso! – amante de tudo ligado à cultura geral, história, idiomas, livros, playlists aleatórias, escrever e fotografias. E devo deixar claro que o cinema é a minha paixão.