Pipoca Lunar

Pipoca Lunar: Como Perder um Homem em 10 Dias – Talvez Mais Real do Que Imaginamos

Nota aleatória: Antes de dar início a esse post, eu preciso comentar que estou escrevendo ele literalmente ao som de “I’ll Follow You Down” por Gin Blossoms, que é, definitivamente, uma das melhores músicas da trilha sonora desse filme, sem dúvidas. Vou deixar aqui embaixo para vocês escutarem também.

Certo, hoje é dia de post diferenciado – aliás, a semana toda será, já que estamos na semana de aniversário da nossa queridíssima Hek

(Por favor deixe seus parabéns nos comentários, ela irá amar recebê-los!)

Na viajem de hoje, seremos transportados diretamente para dentro de uma história  (que, sinceramente, não sei te explicar o porquê, mas eu definitivamente amo) cheia de apostas, loucuras, clichês e paixões recém descobertas. 

Andie e Benjamin (fonte da imagem: uai)

Como Perder um Homem em 10 Dias

Como perder um homem em 10 dias” é literalmente um dos principais filmes – na minha visão – que vêm das terras dos clichês clássicos lá de 2000. Que, aliás, eu diria ser muito difícil não gostar ao menos de um – e olhem, a lista é imensa.

Temos exemplos como: 

  • Ele Não Está Tão a Fim de Você
  • A Proposta
  • De repente 30
  • Vestida para Casar
  • 10 Coisas que Eu Odeio em Você
  • Noivas em Guerra
  • Recém Casados
  • O Melhor Amigo da Noiva
  • Miss Simpatia
  • Como Se Fosse a Primeira Vez

Além de muitos outros filmes que fizeram sucesso naquela época – e continuam fazendo até hoje, porque afinal, quem não gosta de um clichê às vezes, não é? – desses filmes em si, que seguem o mesmo caminho, o da comédia romântica. 

Em particular – por mais que eu não saia falando por aí a respeito – sou fã desse tipo de filme desde pequena. Simplesmente não consigo ignorar o gênero – talvez gostar das comédias adolescentes dos anos 80 desde sempre tenha influenciado nisso; talvez pelo clichê que já não surpreende mais, porém, mesmo assim, não cansam ou enjoam; ou simplesmente porque um dia, eu, assim como todos nós, já me imaginei em uma comédia romântica.

E, exatamente por isso, trouxe o tópico para nossa querida Estação da Lua. Afinal, o Lune Station existe não apenas para nossas indicações e tópicos comuns, mas também para expormos nossos pensamentos de forma livre – e, guardem essas palavras, esse mês será um mês e tanto.

Como Perder um Homem em 10 Dias é um desses filmes para mim! Mesmo que a crítica não ache o mesmo. 

fonte da imagem: valkirias

Sobre o Enredo

fonte da imagem: filmow

Começamos a trama por Ben Barry (Matthew Mcconaughey): ele é um publicitário competitivo e certamente visto como o famoso “playboy” com sua moto. Ben não só é tudo isso, como também é convencido – isso mesmo ele é convencido e confiante.

Por isso, acaba apostando com duas colegas de trabalho – que são totalmente insuportáveis, mas de alguma maneira, de personalidades muito verdadeiras quando se tratam de nosso meio de trabalho hoje em dia – que consegue fazer com que uma mulher se apaixone por ele em apenas 10 dias.

A sua vítima obviamente será Andie Anderson (Kate Hudson), que se encontrava no mesmo bar que ele na noite em que a aposta começou. O plano foi arquitetado pelas duas colegas de trabalho de Ben, já que as mesmas já conheciam Anderson. Ambas queriam a campanha sobre diamantes que Ben também queria ser responsável.

fonte da imagem: vix

O que ele não sabe, é que Andie, como garota da coluna de “como fazer”, está prestes a escrever um artigo sobre “Como Perder um Homem em 10 Dias”. Andie trabalha para a revista feminina “Compusure“, como jornalista, e tem sua própria coluna – porém ainda controlada por sua chefe, que dessa vez perversamente aposta toda sua confiança no artigo de Andie. 

Andie e Ben em geral são personagens inteligentes: ele consegue ser bem mais independente que ela, pode fazer suas campanhas publicitárias e trabalhar da forma que quer mesmo tendo seus obstáculos. 

fonte da imagem: jetts

Andie normalmente gosta de assuntos que as pessoas não costumam ver em revistas de moda feminina. Ela sempre está tentando inserir em sua coluna assuntos relacionados à Política, Economia e problemáticas do mundo em geraleu acho que Andie deveria criar um blog, porque isso definitivamente me lembrou nossos posts da semana de proteção à criança e sobre os órgãos de proteção a eles. Se você perdeu pode encontrá-los aqui:

Pipoca Lunar: O Menino que Descobriu o Vento, por Selene

Luneteca: A Cidade do Sol – O Conto de Duas Mulheres Afegãs, por Artemis

Pipoca Lunar: Preciosa – Uma História de Esperança, Determinação e Força, por Hekate

Lune Especial: Sobre a ONU, UNICEF e Proteção à Criança, por Irmandade da Lua

Enfim, ambos tentam ganhar aprovações diferentes com suas apostas: Ben tem que fazer com que ela se apaixone por ele em 10 dias para ganhar e poder ser responsável pela campanha enquanto Andie tem que fazer com que ele não a queira mais depois desses 10 dias para ganhar liberdade de escrita em sua coluna.

Os encontros, sendo um mais louco que o outro, fazem com que você se divirta com ambos lados. Andie consegue ser o tipo de pessoa intrusa e surtada na frente dele mas por detrás uma pessoa completamente diferente – eles realmente combinavam com seus verdadeiros “eus” da história.

fonte da imagem: lospalmitoscriticos

Me lembro de uma cena em específico na qual Ben planeja um jantar todo fofo enquanto eles veem as finais do jogo de basquete que gostam e Andie acaba inventando que é vegetariana, o que faz com que eles tenham que sair para um restaurante vegetariano. Nesse lugar, mais desculpas surgem dela, apenas para que fosse à cozinha comer algo – que provavelmente eram burritos – e ver ao jogo de basquete, fazendo com que Ben perdesse, pois também era fã. O que nos mostra que seus gostos são bem parecidos.

Seus personagens criados por eles mesmos faziam com que um ainda fosse forçado ao outro. Ben mesmo era extremamente paciente, mas não chegava a mostrar seu lado familiar e amoroso a ela. Então de inicio, mostra que ele, até então, não havia considerado os sentimentos delanunca havia sido por causa dela e sim pela aposta

fonte da imagem: jetts

E não temos outro resultado destas apostas a não ser serem exatamente como quase qualquer outro filme em que envolve apostas sentimentais: nunca funciona. E mesmo que eles tivessem momentos delirantes e divertidos, futuramente se tornaram, de alguma forma, momentos dolorosos para uma simples aposta – já que, mesmo que em minha concepção fosse difícil, os dois acabam se apaixonando de verdade.

Na realidade, ontem mesmo eu estava assistindo outra vez ao filme e pensei bastante sobre as técnicas de cada um de agir. Andie havia demonstrado, na primeira noite em que se conheceram, ser a pessoa que sempre foi: inteligente, confiante e decidida.

Exatamente desse ponto podemos ver e refletir que, realmente, isso acontece muitas das vezes em relacionamentos de hoje em dia – nos quais a pessoa acaba mudando de atitude repentinamente, muitas das vezes por conta de insegurança, como a amiga de Andie sempre demonstrou.

Ela usou sua amiga como exemplo para o personagem que criou para Ben, deixando mais visível o quanto isso é uma coisa normal; uma forma normal de agir quando você não sente que a outra pessoa não está 100% afim de vocêisso me lembrou outro filme, alô “Ele Não Está Tão Afim de Você”.

Digo isso, porque nós sabemos que nunca vamos conhecer de fato tudo da pessoa que estamos juntose não, não se preocupem: esse post não vai virar uma análise sobre relacionamentos.

fonte da imagem: correio do povo

Agora, sobre Ben, tenho que dizer que a cada vez que eu assistia ao filme, ele caía em meu conceito. Ben se provou ser um pouco mais fútil cada vez mais – já que da primeira vez minha análise sobre ele nem havia sido tão ruim assim, provavelmente porque eu ainda era criança na época.

Andie era o tipo de mulher que sempre temeu um tipo de relacionamento, pois já havia passado por muitas coisas em sua vida – então, de qualquer forma para ela, não era difícil fazer um artigo com esse teor. Talvez um pouco cruel, mas, ainda sim, a pessoa dispensada na “relação” seria ela e não ele. Andie nem mesmo família tinha: era uma pessoa sozinha e acostumada à essa vida de trabalho, por isso de fato não foi algo difícil no começo. 

As coisas mudam quando realmente um tipo de emoção entra nessa aventura dos dois – Ben sabia o que fazer quando a levou à casa de seus pais, pois ele mostra quem de fato era e de onde veio. 

fonte da imagem: globo

Jogo baixo eu diria – afinal, ele realmente a ganhou a partir desse momento, porque praticamente deu à ela uma família que Andie não tinha; um lugar em que ela se sentiu acolhida.

Mas, Sel a dica foi da amiga dela que fingiu ser terapeuta de casais” – sim, é verdade, mas ainda sim, se ele não soubesse que sua família seria a incrível jogada para ganhar o coração da jornalista, ele não o fariajá que Andie foi a primeira namorada a ser levada para lá. Além disso, Ben podia não saber que ela não tinha família, mas sabia muito bem como sua família era especial e receptiva.

Golpe baixo demais, como ela poderia resistir? Não consigo nem mesmo pensar uma outra saída para Andie! Hahaha

Enfim, o roteiro é previsível como já esperado, mas definitivamente é divertido e gostoso de assistir – já que Kate Hudson e Matthew McConaughey são excelentes atores e sua química juntos é extraordinária.

O filme pode ser encontrado na Netflix caso você deseje assistir.

Trailer do Filme

Meu objetivo de hoje foi trazer algo leve e tranquilo: sempre que assisto a esse filme, me divirto e me apaixono pelos dois. Mas, além de ser apenas uma comédia romântica, ele com toda certeza pode nos trazer uns pontos importantes a serem analisadosque me senti em liberdade para trazer aqui, no post de hoje. 

Espero que tenham gostado e que, se nunca assistiram, invistam e assistam enquanto ele está disponível no catálogo da plataforma. 

Nós da Irmandade da Lua amamos! Não esqueça de deixar seu comentário nos dizendo o que você achou!

It’s Lay time!!! Eu sou a Laysa, mais conhecida neste espaço como Selene. Nascida no interior de São Paulo e criada em diversos lugares. Aquariana – sim, lidem com isso! – amante de tudo ligado à cultura geral, história, idiomas, livros, playlists aleatórias, escrever e fotografias. E devo deixar claro que o cinema é a minha paixão.