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Pipoca Lunar: Grinch e a Magia do Natal

Nessa época do ano, em um floco de neve, algo mágico aconteceu: em um dia de Natal, o Grinch apareceu na Quemlândia e roubou o Natal dos quem, um dos feriados mais importantes do ano. 

Hoje, eu, Sel trago a vocês um de meus filmes favoritos de Natal, conhecido por muitos e também – por incrível que pareça – desconhecido por muitos.

Na minha humilde opinião, um dos melhores e mais representativos filmes do gênero. 

Vocês estão prontos para dar uma voltinha na Quemlândia? Pois eu estou prontíssima para levá-los comigo diretamente à caverna do Grinch, nas montanhas ao norte da vila dos Quem. 

ps: você pode aproveitar e colocar uma musiquinha para entrar no clima, quem não ama uma boa música de Natal?

fonte da imagem: nottingham post

O Grinch, para quem não sabe, é um “Quem” – obviamente um pouco diferente de todos: suas cores, pelos e também senso de humor desde sempre se destacaram. Grinch era verde, peludo e um tanto maldoso e sarcástico – como diria uma amiga minha, “rústico mas de bom coração” – e, como todos os quems e pessoas desse mundo, ele tinha seu coração batendo dentro de seu peito. 

É engraçado observar o Grinch hoje em dia e ver o quanto as pessoas nos dias de hoje crescem e se tornam como ele. Sua representação obviamente é em relação a acreditar no Natal e em sua mágoa de união, mas muitos assuntos importantes são abordados conforme a história de cada um dos quem. 

Afinal, quem era Grinch e porque ele era tão diferente dos outros? 

fonte da imagem: chronicle live

Mesmo nunca sendo muito espirituosa a respeito do Natal, já que nunca realmente cheguei a comemorar – apenas comer igual uma condenada porque vamos combinar, melhor época do ano para comidas – Natal sempre foi uma obra prima para mim em relação a filmes e músicas e principalmente porque Grinch existia: a minha atração principal preferida – afinal quem precisa de Papai Noel?

Isso soou terrivelmente amargo, peço desculpas antecipadas.

fonte da imagem: vanity fair

Os quem tem a tradição de levar o Natal totalmente a sério. O Natal é sobre compras, comidas e, principalmente, família – para eles e Cindy Lou, filha dos Lou, decidiram que sua missão e milagre de Natal era fazer com que o Grinch acreditasse na Magia do Natal e eventualmente na bondade de um modo geral.

Ele passou por muitas coisas terríveis – como bullying por ser diferente – e isso fez com que a missão dele fosse totalmente o contrário da pequena: passou a ser diminuir cada dia mais o tamanho de seu coração e a bondade que habitava em si. Se ele não teria mais sentimentos por causa daqueles que o fizeram ficar dessa forma, porque não fazer com que eles sentissem o mesmo? Por que não roubar o Natal dos quem?

fonte da imagem: metro uk

O Grinch em um dia de Natal, junto de seu fiel escudeiro Max, roubou o Natal de Quemlândia – aqui, exatamente aqui, cada vez que eu analiso, vejo o que realmente amo nessa história.

A questão de Grinch, mesmo querendo o mal de todos por muito tempo por terem feito com que ele sofresse e, ainda mais, fazendo com que ele mesmo se exilasse nas montanhas ficando distante de todos e principalmente de sua “humanidade”, ainda demorou longos anos para tentar algum tipo de vingança – e essa que foi incitada por acabar sendo ridicularizado ao dar uma chance aos moradores de Quemlândia de se mostrarem diferentes de anos atrás. 

Todos temiam o Grinch, mas porquê? Por que o temiam se eles o “criaram”?

fonte da imagem: cosmopolitan

Cindy Lou não o temeu, mas tentou ser sua amiga por ele a ter salvado; isso quer dizer que ela simpatizava com ele e sua ideia sobre o Natal ou que apenas sabia que Grinch, viveu sem uma família por anos – já que até mesmo das mulheres que o criaram se afastou depois de não suportar mais piadas e gracinhas a respeito de sua aparência e seu amor por Marta. 

fonte da imagem: time

Isso mesmo o Grinch sabe o que é o amor e digo mais, lá no fundo, em seu coração minúsculo e coberto por teias de aranha, ele ainda sabia e queria experienciar.

O Grinch é diferente: ele ama, é decepcionado, humilhado e, o mais importante, mesmo ele não gostando ou querendo, ele se importa.

Se importa de não ter alguém com ele ou de não ser aceito – e justamente por isso se isola ou comete maldades, para não sentir. Ele é tão bom que, no final, ele perdoa. 

fonte da imagem: syfy

Na minha opinião, a personalidade dele é algo que durante uma fase de nossas vidas – ou várias delas – todos nós adotamos. Somos decepcionados e deixados para trás, sendo obrigados a não acreditar na mágica da vida ou no universo e suas surpresas – afinal, sempre existirão pessoas como o prefeito dos quem que se achava melhor do que Grinch. E essas pessoas não são e não devem ser motivos para que nos isolemos. 

O Natal é algo coloroso para muitos e solitário para muitos também – como esse ano, que muitos estão com dificuldades em ver suas famílias e amigos justamente pelo momento que estamos passando. 

Para mim, mesmo que o Natal não fosse algo tão comemorativo, minhas melhores memórias são em família e sempre serão parte de minhas lembranças favoritas, até o momento em que os tive por perto. Comer com meus avós e minha mãe depois de chegar em casa e em família, sentados em uma mesa grande, rindo ou vendo filmes juntos depois da ceia, sempre será algo que eu lembrarei mesmo que eu não os tenha mais.

Você se sente solitário neste Natal? 

Seja pelo motivo de muitos que, por culpa da pandemia, não tem como passar o Natal em família ou por outros motivos, seja o que for, saiba que você sempre terá alguém diferente em sua vida, como Cindy Lou.

fonte da imagem: filmkrant

Obviamente, O Grinch tem diversas interpretações: a solidão do Natal como em tempos de pandemia é apenas uma delas. Uma das principais vistas pelo público em geral, é de que ele acabou se tornando um ícone do Anti-consumismo. Para o lançamento da primeira história em 1957, o Natal já não consistia apenas em bons momentos, união familiar e convívio. Na verdade, o feriado já fazia parte do consumismo mundial. 

Dr. Seuss, o criador de Grinch, criou a esta criatura verde, peluda e mal-humorada com uma personalidade bastante forte e com ódio ao Natal e sua evidente soberba caracterizada justamente por essa razão, um símbolo anti-consumismo. Sua paródia da época natalina nos ensina um inconformismo a respeito deste fenômeno mundial conhecido e sua inversão para se sentir adequado para a ocasião. 

Em muitos países ou culturas, as digníssimas compras de fim de ano estão inseridas em suas rotinas, o que ocasiona dívidas no próximo ano ou até mesmo compras de coisas não necessárias. 

fonte da imagem: empire online

A verdadeira história não se trata de um personagem que odiava o Natal, mas um personagem que roubava os presentes e sabotava as decorações de Natal para ensinar aos “Quems” que o Natal é muito mais do que coisas materiais: é união.

E vocês, como estão nesse fim de ano? Como passaram o Natal?

Nós da Irmandade da Lua desejamos boas festas – que aproveite seu Natal e sua família o máximo possível e que façam ótimas lembranças. 

Lembre-se sempre: você nunca está sozinho! 

Merry Grinchmas!

It’s Lay time!!! Eu sou a Laysa, mais conhecida neste espaço como Selene. Nascida no interior de São Paulo e criada em diversos lugares. Aquariana – sim, lidem com isso! – amante de tudo ligado à cultura geral, história, idiomas, livros, playlists aleatórias, escrever e fotografias. E devo deixar claro que o cinema é a minha paixão.