Pipoca Lunar

Pipoca Lunar: No Game No Life – O Jogo Está Só Começando!

Já pensou ser teletransportado para um mundo onde absolutamente tudo é resolvido com jogos? Sejam essas coisas guerras, política, posse e dominação de coisas e bens materiais, enfim, todo e qualquer conflito de interesses e coisas que geralmente se ganha – ou tem – quem tem dinheiro e/ou poder político e social?

Pois bem, em No Game No Life, é exatamente isso que acontece. E mais ainda: se eu contar para vocês, que todo esse universo – que para uns seria o paraíso, e para outros, assim como eu, seria um pesadelo, porque convenhamos, se sobreviver a 2020 já está difícil, imagina em um universo alternativo, que você tem que ser boa em jogos, e não só nos eletrônicos, nos de azar, tipo cassino, dados, cartas e todo tipo de jogatina possível – saiu da cabeça de um brasileiro de Uberaba?  (alou Brasil, filma o sucesso)

Poster do anime No Game No Life (fonte da imagem: loucos por geek)

Claro que para os irmãos que são os personagens principais dessa produção – sim, produção, não nominal, porque oriundo dessa história temos a novel (que foi o que eu mais acompanhei), anime, mangá, filme, enfim! – foi sim o paraíso, e acredito que para muitas outras pessoas seria também.

Estamos prontos para seguir essa viagem até o mundo de Disboard?

É do Brasil Sil Sil!

Eu não poderia escrever algo sobre No Game No Life, sem enaltecer que esse sucesso – e sim é um sucesso, por mais que eu não soubesse quando me envolvi com a trama – é obra de um brasileiro talentosíssimo.

E claro, todo esse lance de representatividade que eu abordo em muitos de meus posts encaixa bem aqui.

Yuu Kamiya (fonte da imagem: narvii)

Quando você, jovem brasileiro, que gosta de desenhar, escrever histórias e consome esse conteúdo, com um sonho de um dia produzir algo com seu talento incrível, aqui está à prova de que tudo é possível (Art meu amor, aqui também é pra você, te amo).

(Artemis na edição: chocada porque não tava esperando por isso, Hekate só acaba comigo)

Quando vemos alguém, vindo de onde viemos e realizando coisas legais, a gente enxerga uma perspectiva e uma ponta de esperança para continuarmos agarrados em nossos sonhos.

, eu sei, está parecendo parte de algum livro de auto-ajuda ou aquelas campanhas motivacionais, então vou parar por aqui – por enquanto!

Kamiya em seu estúdio produzindo as ilustrações (fonte da imagem: narvii)

Thiago Furukawa Lucas que assina suas obras como Yuu Kamiya é um ilustrador e escritor, nascido em Uberaba, Minas Gerais, Brasil! no dia 10 de novembro em 1984.

Por ser nipo-brasileiro, mudou-se ainda muito jovem para o Japão, onde vive e trabalha hoje em dia – mas não desanime com essa informação, pequeno coelho lunar, algumas coisas mudaram desde a época em que Kamiya se tornou um mangaká e você não precisa mais viver na Ásia para conseguir ilustrar, escrever ou seja lá qual for seu sonho!

Vamos ser sinceros uns com os outros aqui, eu não estou falando que é só você querer ser que você VAI efetivamente ser; Tudo e eu repito T U D O nessa vida, requer que corramos atrás e, se for realmente nosso desejo, a persistência, perseverança e a força de vontade, serão grandes aliados nessa luta! – Estou muito motivacional, eu sei, me desculpem!

Capa japonesa da primeira light novel (fonte da imagem: wikipedia)

Voltando a falar sobre Furukawa, ele se tornou o primeiro mangaká brasileiro a ser publicado por uma editora japonesa e ter sucesso reconhecido globalmente por isso.  Seus trabalhos mais conhecidos são o de ilustrador da light novel Itsuka Tenma no Kuro Usagi escrito por Takaya Kagami e No Game No Life, de sua própria autoria.

Sobre No Game No Life, ele é o autor, escritor e criador, e sua esposa Mashiro Hiiragi, que é desenhista profissional, é a grande responsável pela adaptação para o mangá – vemos que a cumplicidade não deu certo somente no casamento, né? Uma vez que profissionalmente deu super certo também. Eles estão casados desde 2011.

Todas as Variações de No Game No Life

Tudo começou no ano de 2012, quando a série japonesa de light novel escrita e ilustrada por nosso querido mangaká Yuu Kamiya foi publicada pela editora Media Factory, sob a impressão da MF Bunko J. Atualmente com dez volumes publicados, a novel ainda não teve sua publicação final.

Em 2013, eles adaptaram a novel em uma série de mangá, publicada na revista Monthly Comic Alive. Uma segunda adaptação, para um mangá gaiden, intitulada No Game No Life Desu, foi ilustrada por Yuizaki Kazuya, e serializada entre 2015 e 2017 na revista Monthly Comic Alive, compilada em quatro volumes tankōbon.

Algumas capas de novels e mangás (fonte da imagem: twitter)

Uma adaptação da série original para o anime de 12 episódios foi produzida pelo estúdio Madhouse e exibida entre junho de 2014, no Japão, e está disponível no catálogo da Netflix Brasil (dica, que eu darei agora e como sempre ao final dos posts: assistam ao anime).

Rolou também uma adaptação do sexto volume da novel para filme, intitulado No Game No Life Zero, em  julho de 2017. E está disponível também no catálogo da Netflix.

Poster do filme (fonte da imagem: blogspot)

Aqui, na terra natal de Furukawa, tanto o mangá quanto a novel são licenciadas e publicadas pela editora NewPOP (lembro de comprar as minhas novels em um dos animes friends da vida, uma perdição o stand da NewPOP, meus amigos!).

E, em todas as suas versões, foi sucesso – pelo menos pra mim, que só não consumi o mangá, foi sucesso demais; e eu descobri esses dias, em uma conversa no QG do Lune Station, que foi bem comentado e que teve um hype legal.

Sejam Todos Bem Vindos à Disboard!

Sinopse:

 “Os irmãos gênios do mundo dos games, Sora e Shiro. Eles são NEETs (pessoas que não estudam e nem trabalham, que consequentemente ficam em casa) e Hikikomoris (pessoas que vivem isolados dentro de casa e nunca saem), mas na internet são chamados de “lenda urbana”. Esses dois, que sempre chamavam o mundo de “droga de game”, foram convidados por um ser que se autodenomina “deus” para um mundo novo! Lá, esse deus proibiu as guerras e tudo é resolvido através de games, até os limites territoriais.”

Sora e Shiro já em disboard (fonte da imagem: netflix)

– Vamos lá! Que comecem os jogos…

Sora e Shiro são dois irmãos inseparáveis, tanto na vida real como na parceria com os jogos online. Por se isolarem da sociedade e do mundo real (ao qual eles mostram aversão), tornam-se os melhores e gastam muitas horas de suas vidas para sempre permanecerem no ranking dos melhores jogadores.

A vida deles muda em absoluto – ou não, já que no universo em que viviam, já estavam sempre conectados em jogos – quando recebem um convite, no mínimo estranho, de um oponente que perdeu para eles em um jogo de xadrez online. O convite nada mais nada menos é renascerem no mundo em que ele é Deus, chamado Disboard.

Cena em que estão chegando em Disboard e Tet, está ensinando sobre as terras do planeta e seus mandamentos (fonte da imagem: narvii)

Disboard é um mundo – ou universo, como preferirem – de fantasia, onde tudo é determinado através de jogos.

Como não tinham nada a perder no mundo real – e né? Quem em sã consciência acharia que era uma coisa real ao aceitar – aceitaram e foram automaticamente transportados para a nova realidade deles. Enquanto estão sendo levados às terras de Disboard, eles conhecem Tet – que é o Deus do lugar, e seus mandamentos, que nada mais são que regras de convívio e para que os jogos sejam os mais justos possíveis.

Os mandamentos de Tet são:

1- Todos os homicídios, guerras e roubos estão terminantemente proibidos nesse mundo;

2- Todo conflito nesse mundo deve ser resolvido por meio de um jogo;

3- Os jogadores vão apostar coisas que concordam ser de igual valor antes do jogo;

4- Não sendo contra o terceiro mandamento, podem apostar qualquer coisa em qualquer jogo;

5- Aquele que for desafiado pode decidir as regras do jogo;

6- Qualquer aposta feita de acordo com os mandamentos deve ser respeitada;

7- Conflitos serão decididos por um representante designado com autoridade absoluta;

8- Ser pego roubando durante um jogo resulta em perda imediata;

9- Em nome de Deusque sou eu mesmo – os mandamentos não podem ser mudados;

10- Vamos nos divertir e jogar juntos!

E a partir daí, Sora com uma intuição e conhecimentos surpreendentes e Shiro com uma grande inteligência que vai além de um gênio, usam toda a experiência com jogos que trouxeram do mundo real para os duelos e as conquistas durante toda a trama.

O que eu achei mais legal em toda essa experiência, é que eles vão explicando alguns jogos e como fazem para o sucesso nas conquistas – para alguém, como eu, que sei pouca coisa sobre jogos, é uma coisa muito legal: você consegue se conectar com a história e entender, se familiarizar com o enredo – fazendo assim com que um público maior consuma essa produção.

Shiro e Sora (fonte da imagem: comic vine)

Eles são super inteligentes e o raciocínio é muito rápido, então – não diria fácil – mas sempre há uma esperança na vitória; estar atento aos menores detalhes nos dá mais segurança e deixa os “inimigos” mais vulneráveis.

Com uma mistura de gêneros, ação, aventura, comédia, fantasia, jogos, ecchi e isekai, No Game No Life, é divertido, uma leitura fácil para a novel e gostosinho de assistir também: a adaptação, caracterização e desenvolvimento para o anime não deixa a desejar em momento nenhum.

Entrem no Jogo!

Se vocês tiverem a oportunidade de ler as novels ou os mangás, façam isso, vale à pena demais, cada detalhe e as ilustrações são muito boas!

E se quiserem assistir tanto ao anime quanto ao filme, aqui vão alguns lugares disponíveis:

No Game No Life:

Netflix: https://www.netflix.com/br/title/80052669

Crunchyroll: https://www.crunchyroll.com/pt-br/no-game-no-life/episode-1-beginner-653163

No Game No Life Zero:

Netflix: https://www.netflix.com/br/title/81068687

E, por fim, nós estamos planejando começar stream de alguns jogos no nosso mais novo canal da twitch! Vamos organizar tudo por lá, mas se já quiser nos seguir para ficar por dentro das novidades de stream, é só ir lá no nosso canal:

Twitch Lune Station: https://www.twitch.tv/lunestation

Oi, eu sou a Gabriela, mais conhecida por aqui como Hekate. Nascida e criada em São Paulo, duplamente escorpiana, apaixonada por tudo ligado à cultura pop e, às vezes, não tão pop assim. Comédias românticas, livros do Sidney Sheldon, playlists e músicos undergrounds, kpop e o Corinthians são minhas maiores paixões. Aspirante a chef de cozinha e escritora, amante de chás e de abraços.