Pipoca Lunar,  Natal na Lua

Pipoca Lunar: O Estranho Mundo de Jack – Feliz Natal!

Jingle Bells, jingle bells, jingle all the way – insira aqui sua melodia preferida!

A semana do Natal chegou e todo mundo que me conhece sabe o quanto eu sou apaixonada pelos filmes dessa época (e sim, sejam eles as maiores super produções, originais netflix, ou aqueles undergrounds em que começa com duas pessoas que nunca se viram, ficam presas em uma cidade que super comemora o natal, um deles detesta a data e o outro ama, e no final, eles acabam juntos – eu tenho PhD nesses – minhas irmãs do Lune já desistiram de mim).

Então vocês já devem imaginar o quanto eu estou animada em escrever isso.

Para a minha surpresa, e de todos que me cercam, não falarei de nenhum romance pastelão de Natal – não esse ano pelo menos, porque né? – escolhi falar sobre uma animação que fez parte dos meus Natais desde que eu me entendo por gente, e acredito que para muitas crianças dos anos 90 também!

Vou dar uma dica e vai ser fácil descobrir do que se trata, lá vai: “Pega o papai cruel, não demora não, deixa o monstro verde ser seu anfitrião”

É isso mesmo Jacklovers (eu to piadista hoje), o mais natalino que a minha família pensava em colocar para suas crianças na noite de Natal sempre foi O Estranho Mundo de Jack, e a gente sempre gostou muito.

Sem mais enrolação, vamos até a Cidade do Halloween encontrar nosso esqueleto preferido!

Jack, de O estranho Mundo de Jack (fonte da Imagem: gfycat)

Digam Olá Para Tim Burton

(Eu preciso para de ser fã emocionada, Brasil, me ajuda)

Ele, o criador de MUITOS dos meus títulos favoritos de toda a vida, criou o meu filme/animação/desenho/personagem de Natal favorito.

Tim Burton (fonte da imagem: wikipedia)

Tim Burton é um cineasta, produtor, roteirista, escritor, animador e desenhista norte-americano nascido em 1958; tem um estilo que algumas pessoas podem chamar até mesmo de esquisito, mas que é a sua marca registrada – só de bater o olho a gente já sabe da cabeça de quem saiu.

Iniciou sua carreira em 1971 com a direção e roteiro de The Island of Doctor Agor e daí em diante foi sucesso atrás de sucesso.

Carrega na bagagem produções como: Frankenweenie (1984), Beetlejuice (1988), Batman (1989), Edward Mãos de Tesoura (1990), Planeta dos Macacos (2001), a segunda adaptação de A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005), A Noiva Cadáver (2005), a versão de 2010 de Alice No País das Maravilhas, Dumbo (2019) entre muitos outros títulos incríveis – inclusive o que escolhi como tema dessa publicação, O Estranho Mundo de Jack (1993).

Cena de A noiva Cadáver (2005) (fonte da imagem: tumblr)

Que é isso? Que é isso? Mil Luzes a Piscar

Trailer do Filme

O Estranho Mundo de Jack é um filme dirigido por Henry Selick, produzido e coescrito por Tim Burton, de estilo stop motion, norte-americano de 1993. Seus gêneros são animação, fantasia e musical. É uma produção dos estúdios Disney.

Conta a história de um simpático esqueleto que vive nas terras de Halloween com todos os personagens de terror que possam existir, e lá eles vivem só do que conhecem – que são as coisas de terror, como: assustar, fazer mal, matar, brigar, chatear e todas as coisas que vemos em filmes e temática de Halloween.

E não sei se eu tenho uma memória afetiva da infância em ver esse filme, mas acho as coisas que eles fazem nas terras do Halloween, mesmo consideradas ruins ou erradas, tão fofas, que a gente nem consegue ficar com raiva de seus moradores (quer dizer de alguns deles tem como sim).

Entrada para a cidade do Halloween (fonte da imagem: blogspot)

A Cidade do Halloween é um mundo de sonho, com os mais variados cidadãos – tais como monstros que vivem debaixo da cama, monstros que vivem dentro dos armários, monstros deformados, fantasmas de todo o tipo, vampiros, lobisomens, bruxas, cientistas malucos, esqueletos.

Jack Esqueleto, que é considerado o Rei das Abóboras, também é a grande atração nas celebrações anuais do Dia das Bruxas. Mas tanta badalação e a mesmice de todos os anos no evento, fazem com que ele vá para a floresta e fique andando por lá, a fim de tirar de seu coração aquele sentimento que estava sentindo. Nisso, ele encontra um círculo de árvores – e em cada porta nota um desenho diferente, coisas as quais ele nunca tinha visto.

Jack na floresta, se encantando com a porta do Natal (fonte da imagem: oh my disney)

Ele acaba se encantando com uma árvore de Natal que está entalhada em uma das árvores do círculo e acidentalmente vai para a Cidade do Natal – e, claro, como tudo é novidade para ele naquelas terras, Jack se deslumbra, se encanta e conhece sentimentos que nunca imaginou sentir antes. Era feliz, era afetuoso, era frio e quente ao mesmo tempo, algo que ele não conseguiria explicar nem se tentasse – enfim, a magia do Natal, não é mesmo?

Ao voltar para a cidade do Halloween com aquela nova vivência, Jack dá a idéia de um novo tipo de festa aquele ano para sua cidade: ele faz uma grande apresentação com seus planos e idéias – mas, é claro, tudo vai acontecer a maneira deles e com os recursos que eles têm nas terras sombrias, porque o esqueleto apresenta somente a idéia sobre as festividades e não o verdadeiro espírito natalinoaté porque nem ele consegue entender seus sentimentos quando teve contato com aquela novidade.

Cada cidadão recebe uma tarefa para que o Natal nas terras do Halloween aconteça com maestria. Sally, uma moradora da cidade – que é uma boneca de retalhos feita pelo cientista maluco que mora lá – acaba desenvolvendo sentimentos românticos por Jack, mas fica com um pé atrás com toda aquela ideia de transformar o Halloween no Natal.

Obcecado com a nova idéia, o Rei das Abóboras resolve raptar o Papai Noel e dá essa missão para três crianças super travessas (essa é com certeza a minha parte favorita do filme, sei cantar a música até hoje) e eles ficam encarregados de levar a figura natalina para o bicho papão chamado de Oogie Boogie.

Jack e Papai Noel (fonte da imagem: den of geek)

Sem o Papai Noel para distribuir os presentes, Jack assume o papel e começa a entregar os “presentes” para as crianças e é por ai que ele começa a entender a magia do Natal: quando a mesma cena que vivenciou na cidade do natal não se repete e as crianças não ficam mais felizes, bem como as pessoas não tão unidas e animadas.

É um enredo muito divertido, em um cenário estranho como o nome em português mesmo diz, mas com a maior certeza da vida é um dos meus filmes preferidos dessa época do ano – é diferente de toda aquela neve e cores vibrantes.

É uma boa memória de infância para mim e acredito que para muitas pessoas que chegaram até aqui – mas, se você não assistiu ainda, eu garanto: não vai se arrepender!

Jack, entregando os presentes no lugar do Papai Noel (fonte da imagem: user content)

Trilha Sonora

Eu confesso que só assisti, até hoje, a versão dublada em português; e a trilha sonora em PT/BR é com certeza absoluta uma das coisas mais geniais que eu já tive a chance de ouvir na minha vida – acredito que a versão original esteja sensacional também, afinal aos cuidados do maravilhoso Danny Elfman, não tem como ser diferente.

  1. Intro – Isto É Halloween
  2. O Lamento De Jack
  3. O Que É Isso?
  4. Canção Da Sala De Reunião
  5. Obsessão De Jack
  6. Seqüestrar O Papai Cruel
  7. Preparando O Natal
  8. Música Do Monstro Verde
  9. Música Da Sally
  10. Pobre Jack
  11. Retorno À Cidade Do Halloween
  12. Final

Eu só encontrei a versão original no spotify, mas procure no Youtube pela versão dublada, é muito legal, sério!

E É Claro: Assistam a O Estranho Mundo de Jack

Disponível do catálogo na nova plataforma de stream da Disney, o Disney+, e, é claro, fiquem atentos a programação da TV nesse Natal: geralmente ele é exibido.

Desejo a todos um Feliz Natal, de muita paz, harmonia e amor. Aproveitem, fiquem em casa e se protejam, assistam a todas as nossas indicações e todos os filmes natalinos que estiverem na programação de sua grade de canais. Muito obrigada por estarem conosco até aqui! 

Oi, eu sou a Gabriela, mais conhecida por aqui como Hekate. Nascida e criada em São Paulo, duplamente escorpiana, apaixonada por tudo ligado à cultura pop e, às vezes, não tão pop assim. Comédias românticas, livros do Sidney Sheldon, playlists e músicos undergrounds, kpop e o Corinthians são minhas maiores paixões. Aspirante a chef de cozinha e escritora, amante de chás e de abraços.