Pipoca Lunar

Pipoca Lunar: Space Jam – Quando Michael Jordan Jogou com Looney Tunes – Semana da Criança

“We got a real jam going down, welcome to the Space Jam!”

Se tem um filme que marcou a minha infância – com um touro vermelho e músicas incríveis dos anos 90 – foi Space Jam.

Antes de apreciar duplas como LeBron e Davis, tivemos os grandes Jordan e Pernalonga! (fonte da imagem: News Nike)

Sempre que vejo as propagandas de Dia das Crianças começando a tomar conta de todas as mídias do país, a musiquinha do filme já começa a tocar no fundo da minha mente e eu penso comigo mesma “Hmmm… Tá chegando a época de assistir Space Jam. Eu não assisti esse ano né…?” e batata: lá estarei eu assistindo Space Jam de novo.

Na época, já gostava de basquete. Depois de Space Jam, meu gosto pelo esporte decolou para as estrelas e Michael Jordan virou um dos meus jogadores favoritos do mundo.

(E torço pro Chicago Bulls até hoje, mesmo sem conseguir acompanhar a NBA constantemente ou ter assistido um jogo ao vivo. Sim, Pernalonga, a culpa é toda sua).

Comemorando nossa Semana da Criança aqui no Lune Station, eu trago o jogo do século: Space Jam! Juntamente com curiosidades sobre a produção, uma trilha sonora pra lá de maravilhosa e uma pequena homenagem, mas de coração, ao incrível Michael Jordan!

Ah, e se quiser checar outros posts da semana, a Hekate escreveu sobre um anime que ela assistia quando criança: Super Pig, Princípe Iggy e a Sátira das Magical Girls!

Então pode entrar no vagão da Art, porque temos um jogo para assistir!

Michael Jordan: O Famoso Air Jordan, Vossa Leveza Real de Space Jam

Por jogadas como essa, ficou conhecido como Air Jordan (fonte da imagem: Globo Esporte)

Michael Jordan nasceu em 17 de Fevereiro de 1963, em Brooklyn, Nova York – porém, quando ainda bem pequeno, a família se mudou para a Carolina do Norte. Desde muito jovem, tinha laços fortes com o pai – e compartilhava o gosto por baseball – mas em admiração pelo irmão Larry, também um grande atleta, começou a jogar basquete e logo mostrou aptidão para o esporte.

Inicialmente, não foi aceito no time da escola por não ter uma boa altura – na época, 1,80cm (enquanto isso, eu choro aqui no cantinho com meus sofridos 1,60cm).

Ao atingir 1,90cm, porém, conseguiu entrar no time e mostrou um bom desempenho – conquistando ofertas de bolsas de estudos para jogar por faculdades nos Estados Unidos. Escolhendo a Universidade de North Carolina, brilhou no campeonato NCAA entre faculdades, jogando contra Georgetown e conquistando uma vitória de placar 63-62 nos últimos segundos – resultando em prêmios e uma passagem para as seletivas da NBA.

Começando a carreira profissional em 1984, Jordan ganhou medalha de ouro nas Olimpíadas de 84 e entrou para jogar pelo Chicago Bulls. Treinando para a competição, aperfeiçoou seu jogo e logo despontou como uma das maiores estrelas do basquete. Com grandes aproveitamentos, jogadas e habilidades em quadra, rapidamente virou notícia e um favorito dos fãs.

Logo na segunda temporada em quadra, por exemplo, Jordan fez 63 pontos contra o Boston Celtics. Claro, não é o único feito incrível da grande lista de conquistas e recordes – mas com certeza anunciou que uma grande estrela do basquete surgia na NBA.

Jogando pelo Bulls, ficou conhecido pelas pontuações e enterradas durante os jogos, sempre com grandes saltos – o que fez surgir os apelidos Air Jordan e His Airness (algo como “Vossa Leveza” em português).


A empolgante abertura de Space Jam com vários flashes de Air Jordan em quadra

Daí que surgiu a linha Air Jordan da Nike – com um contrato assinado com Jordan, os primeiros tênis trouxeram as cores do Chicago Bulls para a marca. Outra curiosidade, Jordan tinha uma cláusula em seu contrato como jogador que o deixava jogar basquete em qualquer momento fora de temporada – conhecida como a Cláusula do Amor ao Jogo.

O famoso uniforme vermelho do Chicago Bulls (fonte da imagem: torcedores.com)

Mais uma curiosidade – que é até apontada em Space Jam: Jordan sempre usou o shorts do time de North Carolina embaixo dos shorts do Bulls.

Com toda a fama, porém, Jordan também encontrou problemas com outros jogadores – como Isiah Thomas, na época do Detroit Pistons, com quem aparentemente ainda existe certa inimizade. Como eu, Artemis, sou um tanto revoltada com tablóides e fofocas, não vou trabalhar com especulações sobre esse assunto ou a carreira de ambos.

Para ganhar os três primeiros títulos de Campeão para o Chicago Bulls, Jordan ficou conhecido por exigir bastante de seus colegas de time. Apesar disso, parece ter compensado com as vitórias nas temporadas de 1990-91, 1991-92 e 1992-93.

Nas Olimpíadas de 1992, Jordan fez parte da equipe de basquete formada pelos maiores jogadores da época e respeitada por todos os adversários de outros países – equipe essa que ficou conhecida como The Dream Team (O Time dos Sonhos, em português).

Após a vitória de 1991 (fonte da imagem: Chicago Suntimes)

Na temporada seguinte, porém, comentários sobre suas participações em jogos de azar se juntaram com a tragédia do assassinato do pai do astro da NBA em um assalto à mão armada, fazendo com que Jordan anunciasse sua aposentadoria.

Nessa época, iniciou uma carreira no baseball, jogando a temporada pelo Birmingham Barons. Com um desempenho até comum, logo Jordan voltou para o basquete e para o Chicago Bulls, em busca de novos títulos de Campeão.

Os três próximos troféus vieram para os Bulls nas temporadas de 1995-96, 1996-97 e 1997-98.

Em 1999, Jordan anunciou outra aposentadoria, por conta de exaustão mental e física. Porém, assumindo como co-proprietário e executivo do Washington Wizards, logo estava de volta nas quadras pelo time durante as temporadas de 2001 a 2003. Reconhecendo que sua última temporada seria a de 2003, Jordan recebeu várias homenagens e aplausos de toda NBA.

“Não há algo como um jogador perfeito de basquete e eu não acredito que há apenas um grande jogador também. Todos jogam em eras diferentes. Eu construí meus talentos nos ombros do talento de outros. Eu acredito que grandeza é um processo de evolução, que muda e evoluí de era para era. Sem Julius Erving, David Thompson, Walter Davis e Elgin Baylor, nunca haveria um Michael Jordan. Eu evoluí deles.” – Michael Jordan

– Michael Jordan (tradução livre, fonte: NBA)
Michael Jordam e Adam Silver – Comissário da NBA – com blusas do Charlotte Hornetts em 2017 (fonte da imagem: Charlotte Observer)

Em 2009, Jordan foi adicionado ao Naismith Memorial Basketball Hall of Fame e, atualmente, é dono do time Charlotte Hornets, de Carolina do Nortecuriosamente, meu pai tem uma blusa com o mascote dos Hornets fazendo uma cesta, que sempre amei de paixão desde pequena; além de um boné velho dos anos 90 que eu praticamente roubei dele e uso até hoje na piscina (e, para mim, a vespa mascote sempre se chamou Charlotte, apesar do nome real ser Hugo).

Para deixá-los com uma ideia das conquistas de Michael Jordan, segue uma listinha com as principais:

  • Novato do Ano (Rookie of the Year);
  • 5 vezes NBA MVP (most valuable player/jogador mais valioso da temporada);
  • 6 vezes Campeão da NBA;
  • 6 vezes MVP das Finais da NBA (NBA Finals MVP);
  • 10 vezes All-NBA First Team (Melhor Quinteto da NBA – honraria anual aos melhores jogadores da temporada);
  • 9 vezes NBA All-Defensive First Team (mesma lógica acima, mas com os melhores jogadores de “defensiva”);
  • Jogador da Defensiva do Ano (Defensive Player of the Year);
  • 14 vezes All-Star da NBA (o jogo “All-Star” é anual, todo Fevereiro, e de exibição, com 24 jogadores da liga selecionados por votação);
  • 3 vezes MVP All-Star (jogador mais valioso dos jogos All-Star);
  • Parte dos 50 Maiores Jogadores da História da NBA (50th Anniversary All-Time Team);
  • 10 títulos de Cestinha da Temporada (em inglês, Scoring Champion ou 10 scoring titles. É obtido por quem tiver a maior pontuação por média de jogos na temporada);
  • Aposentou-se com a maior pontuação média da NBA, de 30.1ppg (points per game/pontos por jogo);

Sim, essa é só a lista resumida.

Ah, e claro: ele também foi para as quadras com os Looney Tunes em um jogo decisivo pela liberdade de Pernalonga e seus amigos!

Space Jam – Looney Tunes Entrando Em Quadra

“LET’S GET READY TO RUMBLEEEEEEEEEEEE!!” Uma boa música de aquecimento para ouvir enquanto lê o post!

Space Jam: O Jogo do Século é um filme da Warner Bros. lançado em Novembro de 1996. Misturando o mundo real com desenhos animados, trouxe os Looney Tunes jogando basquete com Michael Jordan embalados por uma trilha sonora sensacional.

Essa idéia pra lá de criativa, entretanto, surgiu de um comercial da marca Air Jordan da Nike – trazendo Pernalonga (ou Hare Jordan, como ele se chama no desenho) para as quadras pela primeira vez. Ao final, temos a frase “Esse pode ser o início de uma beeeeela amizade!” – e realmente foi!

Comercial de 1993 com Pernalonga e Michael Jordan jogando juntos pela primeira vez!

Então surgiu a idéia: por que não fazer um filme com His Airness e os Looney Tunes jogando juntos?

É assim que somos levados ao universo de Space Jam: o filme abre com Michael Jordan anunciando sua aposentadoria do basquete para tentar uma carreira no baseball com os Barons – lembra a aposentadoria que mencionei na temporada de 1993-94? Segundo Space Jam, Jordan jogou baseball, sim, mas foi recrutado pelo seu amigo Pernalonga para resolver um probleminha com aliens que queriam escravizá-los.

Na Montanha Bobolândia, o Sr. Swackhammer – um alien mal encarado, fumante de charuto e dublado por Danny DeVito – está arrancando as próprias orelhas, pois os jovens não curtem mais as atrações do seu parque de diversões: ou seja, ele precisa de novos talentos para manter tudo funcionando. Os mini aliens coloridinhos que o seguem sugerem os Looney Tunes e aí surge o plano de levá-los à força para a Montanha Bobolândia para que sejam escravos que ficam entretendo os clientes do parque a todo segundo sem pausa, com um sorriso no rosto e repetindo as mesmas piadas.

(Algo que vemos bastante na mídia com celebridades hoje em dia, não?)

Da esquerda para a direita: Larry Johnson, Patrick Ewing, Shawn Bradley, Charles Barkley, Muggsy Bogues e Michael Jordan ao meio. Eu sou do tamanho do Muggsy, literalmente (fonte da imagem: exnba)

Claro, Pernalonga e os Looney Tunes não aceitam isso – mas os mini aliens possuem armas super poderosas como “persuasão” (clássico meme do “vamos resolver isso no diálogo”).

Por conta da estatura dos bichinhos, os Looney Tunes os desafiam para um jogo de basquete, crentes de que vão ganhar. Mas os aliens vão até as quadras da NBA e roubam o talento de grandes nomes da época – Charles Barkley, Patrick Ewing, Muggsy Bogues, Larry Johnson e Shawn Bradley – transformando-se em monstros imensos e absurdamente talentosos.

E é aí que os Looney Tunes recorrem à ajuda de Michael Jordan, mesmo que ele insista que está aposentado.

Claro, tudo isso foi pura jogada de marketing de grandes marcas se unindo para aumentar as vendas.

Apesar disso, o filme é pura loucura de Looney Tunes do começo ao fim. É divertido, rende boas risadas e muito bem produzido para um filme de 1996 que juntava pessoas reais com animações. Mas também tem seus momentos de lembrar às crianças que você pode alcançar o que quiser – assim como Michael Jordan voou nas quadras, qualquer um tem a capacidade de alcançar os próprios sonhos.

Outro ponto que também acho importante: incentiva o esporte. Às vezes, uma criança acha que é ruim de esportes e não faz as aulas, pois não encontrou o seu esporte – no meu caso, evitava essas aulas, mas não perdia uma que fosse de basquete; além de várias vezes ter pedido para jogar com outros grupinhos no intervalo. Isso cria hábitos – entre muitos outros – de competitividade saudável, trabalho em grupo e manter o corpo sadio e em movimento!

Início do Jogo do Século! (fonte da imagem: Arkade)

Em relação à cinema, antes de Space Jam, tivemos Uma Cilada Para Roger Rabbit, de 1988 – outro clássico que espero poder falar aqui futuramente – que também utilizou a tecnologia de juntar o mundo real com o mundo de desenho animado de uma forma incrível. Fica a indicação, pois é um filme necessário para assistir!

(Só deixo um aviso de que crianças muito pequenas podem se impressionar com o filme, pois envolve morte de personagens de desenhos animados – a classificação indicativa é de 10 anos)

E se você quiser, de quebra, ainda pode acessar o site oficial para o lançamento do filme, diretamente de 1996 para o mundo atual: https://www.spacejam.com/. Lá é possível achar detalhes da produção e como tudo foi feito – vale a pena checar!

Aliás, sabe a Lola Bunny, a namorada do Pernalonga? Space Jam foi a primeira aparição dela nas telinhas! (fonte do GIF: Women’s Health Mag)

Outra curiosidade é que, na época de filmagem, Jordan estava se preparando para voltar à NBA. Por conta disso, foi construída uma quadra no set somente para que ele treinasse – e, constantemente, Jordan jogava sozinho ou com outros que quisessem participar.

Por fim, Space Jam arrecadou na época $230 milhões de dólares ao redor do mundo – sendo o mais bem sucedido filme de basquete até o momento. Além disso, também arrecadou mais de $1 bilhão em vendas de artigos com a marca – afinal, quem na época não queria uma blusa do Tune Squad? Eu quero uma até hoje (e uma do Chicago Bulls).

Temos aqui mais um ponto pra “listinha” de Michael Jordan! Vamos ver se irá surgir outro para quebrar esse recorde?

Bônus 1 – A Trilha Sonora de 6 Discos de Platina

Com toda a certeza do mundo, uma das coisas que mais marcou Space Jam foi a trilha sonora fenomenal. Contando com artistas famosos da época como Seal, Coolio e Salt N’ Pepa – entre muitos outros – não é surpresa que foi um grande sucesso!

A trilha sonora teve a posição #2 no Billboard 200 – além de ser certificada com disco de platina duplo em 1997 e, em 2001, certificada com seis discos de platina.

Um disco de platina indica a venda de um milhão de cópias do álbum. Ou seja, a trilha sonora de Space Jam, até 2001, vendeu 6 milhões de cópias garantindo os seis discos de platina!

Playlist em que tentei juntar todas as músicas da trilha sonora original que estão no Spotify!

Bônus 2 – Space Jam 2: A Continuação com LeBron James!

Com lançamento marcado para Julho de 2021, agora é LeBron James quem carregará o legado de Space Jam!

Novo uniforme do Tune Squad, agora liderado por LeBron! (fonte da imagem: Globo Esporte)

A continuação ficou em especulação por anos e a Warner Bros. ofereceu o papel novamente a Michael Jordan, que o recusou durante todo esse tempo. Isso deu oportunidade para que um grande nome do basquete atual – NBA Finals MVP e Campeão pelo Lakers agora em 2020 – assuma a continuação do filme: LeBron James!

Quem acompanha a NBA já o conhece, mas para quem desconhece: nascido em 30 de Dezembro de 1984, LeBron jogou pelo Cleveland Cavaliers, Miami Heat e, agora, pelos Lakers. De Ohio, é um dos jogadores mais conhecidos atualmente, com diversos títulos, medalhas olímpicas e recordes próprios. Teremos a oportunidade de uma mini homenagem a ele, como fiz nesse post com MJ, quando lançar Space Jam 2: Um Novo Legado!

Além disso, o filme aparentemente contará com outros nomes do basquete Norte Americano – tanto das ligas masculinas quanto femininas! Do que já foi divulgado, Anthony Davis, Damian Lillard, Klay Thompson, Diana Taurasi, Nneka Ogwumike e Chiney Ogwumike também participarão do filme!

Outra coisa que disseram é que o filme foi um projeto pessoal de LeBron – parece que mais alguém também é fã do primeiro! Obrigada, LeBron James!

Bônus 3 – As Competições Nacionais de Basquete

Você sabia que aqui no Brasil também temos campeonatos nacionais de basquete? Não possuí o mesmo alcance que a NBA, porém a Liga Nacional de Basquete trouxe em 2008 o Novo Basquete Brasil – uma competição de basquete masculino.

Para quem se interessar, é possível encontrar mais informações sobre o campeonato, os times e os jogadores no site: https://lnb.com.br/

Time nacional em quadra na Copa do Mundo de basquete de 2019 (fonte da imagem: Olimpíada Todo Dia)

Em relação ao basquete feminino, foi formada em 2010 a LBF – com o objetivo de trazer o esporte de volta, melhorando o nível do jogo feminino tanto em técnica quanto em organização. Informações sobre times, recordes e tabelas de jogos podem ser encontradas no site: http://lbf.com.br/ 

Além disso, temos também a Confederação Brasileira de Basketball, fundada em 1933, no Rio de Janeiro, com o objetivo de organizar e chancelar eventos de basquete além de representar os atletas no Brasil. O site deles também vale a pena dar uma olhada: https://www.cbb.com.br/ 

O esporte já foi muito forte aqui no país e teve grandes jogadorestanto nas ligas femininas quanto masculinas – que rendem histórias e homenagens até hoje. Lembro da minha mãe contando sobre os jogos e atletas, já que ela também jogava na faculdade e adora o esporte. Seria legal se um dia tivéssemos nossa própria NBA e ídolos do basquete por aqui também, não?

Conhecida na Lua como Artemis, meu nome aqui na Terra é Kadine. Considero que sou de Serra Negra – sou ariana com ascendente em escorpião. Interessada em tudo que é artístico, tenho um fraco para pesquisar coisas obscuras! Desbravadora de museus, compro mais livros do que consigo ler, interessadíssima em outros idiomas e culturas, colecionadora de chás e canecas, escritora nas horas vagas e gamer noturna para passar raiva com invader em Dark Souls (e relaxar com Devil May Cry ou Resident Evil).