Pipoca Lunar

Popoca Lunar: Nova Ordem Espacial – Bem Vindos ao Espaço.

Pôster do filme – Fonte da imagem: Medium

Que os filmes coreanos estão cada dia mais na boca do povo depois do grande sucesso de Parasita, todo mundo sabe. Agora, que os sul-coreanos, fazem produções magníficas, belos efeitos especiais e tramas de tirar o fôlego, eu também já sabia há uns bons anos.

Quem acompanha as novelas – mais conhecidas como k-dramas ou doramas –, filmes, mini séries, web dramas ou o que seja da sétima arte coreana, sabe o quão bons são. Produções majestosas, atores muito talentosos, diretores excelentes e todas essas coisas que sabemos que compõe uma obra de qualidade. (e como em todo lugar, tem aqueles que deixam a desejar)

Hoje vou falar sobre um filme que estreou recentemente no catálogo da Netflix e tem em seu elenco um dos meus atores coreanos favoritos Song Joong-Ki (Descendants of the Sun) e coisas espaciais que eu gosto muito também.

Sobre A Produção E O Elenco.

Jo Sung-hee criador e diretor do filme. – Fonte da imagem: Soompi

Com criação e direção de Jo Sung-hee, Nova Ordem Espacial (título traduzido) é um projeto que estava tomando forma há anos. Sung-hee começou a escrever a história dez anos antes de seu lançamento. Na época, teve a ideia para escrever o enredo, depois de uma conversa com um amigo, que falava sobre os perigos do lixo espacial.

Começou com a sua ideia, com viajantes espaciais coletando lixo espacial.  Depois de ouvir falar sobre como esses fragmentos de destroços espaciais se movimentam rápido, estão crescendo e levando a colisões no espaço, percebeu que este assunto já foi tratado em animações e jogos, mas nunca em um filme. (Eu realmente nunca tinha ouvido falar realmente)

A escolha do elenco não poderia ser melhor, como citado ali em cima – pela emocionada euSong Joong-ki faz parte do elenco – sendo uma espécie de personagem central – no papel do ex soldado da UTS e atual piloto de Victorya nave em que ele e seus companheiros coletam lixo espacial, para sobreviver) –  (Kim Tae-ho). Em meados de 2018 Song aceitou e confirmou o convite do diretor com quem já havia trabalhado em “A Werewolf Boy (2012)” para o papel.

Kim Tae-ri que faz o papel da capitã da nave, e tem problemas com bebida e que também faz parte do elenco principal (Capitã Jang). Kim recebeu o convite para o papel no início de 2019.

Jin Seon-kyu com o papel do Engenheiro da nave, um ex-líder de um cartel de drogas na Terra (Tiger Park) foi convidado em abril, também do ano de 2019.

Dentre os quatro ocupantes da nave Victory, a última confirmação foi a de Yoo Hae-jin  – que atuou como corpo para a captura de movimentos robóticos e dublagem –  da robô militar reprogramada, que é uma “faz tudo” auxiliando do lado de fora da nave, nas capturas e reparos (Bubs), que ocorreu em junho de 2019.

elenco principal do filme Kim Seon-kyo (Tiger Park), Song Joong-ki (Tae-ho), Kim Tae-ri (Capitã Jang) e Yoo Hae-jin (Voz e movimentos de Bubs) – Fonte da imagem: Soompi

Do outro lado da trama, temos nosso “vilão”, o ator inglês Richard Armitage, que deu vida a James Sullivan, o fundador da UTS de 152 anos que tem cultivado vida em Marte – vidas ricas e privilegiadas como já era de se esperar. Que confirmou sua participação no elenco em  julho de 2019.

Em cima Oh Ji-Yul (Kim Soon-Yi) e em baixo Park Ye-Rin (Dorothy/Kang Kot-Nim) – Fonte da imagem: Imagens retiradas da Netflix

Temos duas crianças – COISA MAIS FOFA DESSE MUNDO – que fazem parte importante dessa história – e que pegam no nosso emocional de um jeito que é difícil não sentir vontade de chorar ou de proteger as pequenas. Sendo elas, no papel da filha de Tae-ho (Kim Soon-Yi) a atriz mirim Oh Ji-Yul. E no papel da criança humanóide que é procurada pelas autoridades locais (Dorothy/Kang Kot-Nim) temos Park Ye-Rin.

Uma coisa que me chamou bastante a atenção no elenco é que ele é composto por pessoas de diversas etnias e nacionalidades e cada um fala na sua língua e todos entendem – seria muito legal alguém falando em russo, a gente entendendo, e devolvendo em português e essa pessoa também entendendo.

Todos a bordo da Victory.

Trailer do filme

Com a sinopse: “É 2092 e o espaço está repleto de satélites flutuantes e espaçonaves desertas. A tripulação da nave coletora de lixo, The Victory, viaja pelo espaço em busca de lixo vendável. Com a forte concorrência de outras naves coletoras de lixo, a velocidade é a chave para superar seus rivais de outras nações. Quando eles descobrem o robô humanoide chamado ´Dorothy ‘, uma conhecida arma de destruição em massa, um negócio arriscado logo segue.” Os apaixonados por filmes em cenários espaciais já se animam em ver e eu garanto, não irão se arrepender.

Uma das coisas que mais me chamaram a atenção – já conhecendo tanto filmes nessa atmosfera, quanto como as produções sul coreanas podem ser magníficas – foi o fato de os efeitos especiais e visuais serem de uma qualidade impar. As cores são incríveis e não deixam nada a desejar quanto a fotografia e figurino.

Passado no ano de 2092, a Terra se tornou quase inabitável.

Fugindo da terra doente, a corporação UTS constrói um novo lar em órbita para a humanidade – Um grupo de pessoas da classe alta que vive nesse  novo mundo, limpo e habitável no espaço sideral.  Lá, os principais componentes que permitem a habitação, como ar e luz, são sofisticadamente controlados pela empresa que cria e gerencia o mundo artificial.

Distrito Residencial da UTS – Fonte da imagem: Imagem retirada da Netflix

Enquanto isso, a desesperançada Terra, permanece o lar da maioria das pessoas sem meios de escapar para a nova terra flutuante da UTS. Em consequência, algumas pessoas de classe baixa saem para o espaço e sobrevivem em detritos espaciais removidos, os quais – com sorte – conseguem algum dinheiro.

O enredo segue a tripulação de uma nave coletora de lixo espacial chamada The Victory. Os ocupantes da nave espacial – Capitã Jang (Kim Tae-ri), o piloto Tae-ho (Song Joong-ki), o engenheiro Tiger Park (Jin Seon-kyu) e a robô humanóide Bubs (Yoo Hai-jin) – são excelentes na captura de ônibus espaciais acidentados ou satélites descartados. Eles superam as naves coletoras de lixo rivais de outros países.

Mas suas vidas sofrem uma grande reviravolta quando descobrem uma criança robô humanóide – chamada Dorothy – que é conhecida por ser uma arma de destruição em massa. Sobrecarregados com dívidas e desejos a cumprir, eles se envolvem em um negócio arriscado e talvez algo mais do que poderiam imaginar.

Cena do filme – Fonte da imagem: Business World

Daí em diante o desenrolar da história, nos inunda de ação, batalhas espaciais, união, amor e de drama – porque sim, se tem uma coisa que os sul coreanos são bons, essa coisa é no drama – e eu não quero dar mais spoilers do que provavelmente eu já dei por aqui. Só tenho a dizer que a gente não sente as mais de duas horas de filme passar, porque tudo nos prende! É um filme de tamanha qualidade que agrada muitos tipos de pessoas, com os mais variados dos gostos.

E aos emocionados de plantão – assim como eu – preparem os lencinhos!

É uma pena que cenas de batalha e imagens de interiores detalhados de espaçonaves não possam ser vistas na tela grande dos cinemas com sua sonoplastia e efeitos audiovisuais. Com a exibição limitada a telas menores, como televisores ou smartphones via Netflix, já conseguimos enxergar a maravilha da produção, imagina só nos cinemas.

O filme foi originalmente planejado para um lançamento nos cinemas no verão passado, mas seu distribuidor decidiu levá-lo para a Netflix, após vários atrasos devido à prolongada pandemia de COVID-19.

Fonte do Gif: AJU Business Daily

Onde assistir

Disponível no catálogo  da Netflix, teve sua estréia na última sexta feira agora (05/02/2021)

https://www.netflix.com/title/81094067

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Oi, eu sou a Gabriela, mais conhecida por aqui como Hekate. Nascida e criada em São Paulo, duplamente escorpiana, apaixonada por tudo ligado à cultura pop e, às vezes, não tão pop assim. Comédias românticas, livros do Sidney Sheldon, playlists e músicos undergrounds, kpop e o Corinthians são minhas maiores paixões. Aspirante a chef de cozinha e escritora, amante de chás e de abraços.